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Correio Braziliense

Vivo inaugura novo modelo de franquia em Águas Lindas de Goiás

A primeira unidade gerou mais de 100 empregos. A expectativa é que nos próximos três anos o projeto atinja mais de 500 localidades


postado em 22/11/2019 17:00 / atualizado em 22/11/2019 17:52

A franquia se chama ''Terra Fibra'', nome do portal web adquirido pela Vivo em 2017(foto: Minervino Junior/CB/DA.Press)
A franquia se chama ''Terra Fibra'', nome do portal web adquirido pela Vivo em 2017 (foto: Minervino Junior/CB/DA.Press)
A Vivo inaugurou em Águas Lindas de Goiás a primeira unidade do novo modelo de franquia, que oferece banda larga por fibra óptica para as residências, na quarta-feira (20/11). A franquia se chama Terra Fibra, nome do portal web adquirido pela Vivo em 2017. Agora, a cidade passa a comercializar planos de banda larga de até 300 Mega a partir de R$ 99,90, em parceria com a empresa franqueada Xis Net. 

 

A primeira unidade gerou mais de 100 empregos em Águas Lindas, que fica a 30km de Brasília e possui 220 mil habitantes. De acordo com o prefeito da cidade, Hildo do Candango, a chegada da franquia representa desenvolvimento, já que parte da população ainda precisa se locomover à capital para trabalhar. 

 

A expectativa é que nos próximos três anos, em parceria com os franqueados, o projeto atinja mais de 500 localidades. O objetivo é aplicar a mesma fórmula de Águas Lindas em outras cidades pequenas do país, de até 20 mil habitantes. Com o projeto, a Vivo espera somar, até o fim de 2021, mais de 1 milhão de domicílios cobertos com fibra, pelos franqueados. O número incluiu os 15 milhões já previstos pela expansão própria da empresa, que atualmente atua em cerca de 10 milhões de domicílios, espalhados por 157 cidades em todo o país. 

 

A Xis abriu a primeira franquia em Águas Lindas de Goiás com o investimento inicial de R$ 5 milhões. Segundo o vice presidente de relações institucionais, Marco Carbonari, a empresa utilizou todo o aporte devido ao tamanho da cidade e por ser um projeto inédito. “Nosso contrato com a Vivo contempla 100 cidades, e pode chegar a mais, escolhidas em quatro estados. Vamos inaugurar pelo menos mais duas até o fim do ano e imaginamos poder chegar a mais 50 cidades em 2020, com um investimento por volta de R$ 100 milhões”, explica.

Franquias

O novo modelo de negócio da Vivo trata-se de expandir a banda larga por fibra óptica (FTTH) por meio de parceiros, com a criação de franquias. O papel da Vivo como franqueadora é oferecer conhecimento técnico da marca e a expertise na oferta de banda larga por fibra. Christian Gebara, presidente da Vivo, ressalta que também é oferecido os preços dos fornecedores de equipamentos praticados com a própria empresa. Em relação à remuneração, os valores são semelhantes aos usuais em mercados de franquias. “A gente ganha royalties, entre 8% e 12% da receita bruta”, revela.

 

Por sua vez, o franqueado deve investir no empreendimento, implantar a rede até o sistema central da Vivo e passar a fibra pela cidade. Também é preciso montar a loja e gerenciar a operação, incluindo vendas, atendimento e instalação, de acordo com os critérios da companhia. O processo de adesão à franquia são os comuns em um processo de franchising, como envio de propostas, simulações financeiras, estudo da região etc. Segundo Gebara, o investimento mínimo para participar do negócio é de R$ 2,5 milhões, com payback estimado em quatro anos e contrato com 120 meses renováveis. 

 

Gebara garante que o modelo de franquia pode ser uma boa alternativa para pequenos provedores, devido às facilidades oferecidas e por ter a oportunidade de se manter como único na região. “Imagine um pequeno provedor numa cidade, como são as mais de 5 mil no Brasil. Agora vem uma ameaça de concorrer com uma empresa como a Vivo. Ele pode preferir se converter, usar a marca do Terra. Pode avaliar se vai querer pagar royalty, que hoje não paga. Mas pode valer à pena. Todos os equipamentos novos ele vai comprar com preço que a Vivo compra. Toda a expertise”, explica. “Ao mesmo tempo evito a Vivo de vir para essa cidade. Então pode ser uma boa alternativa para um pequeno”. 

 

*Estagiária sob a supervisão de Vicente Nunes

 

 

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