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Correio Braziliense

Energisa: 7,5 bilhões serão investidos em infraestrutura até 2022

Aporte melhora distribuição de energia no país. No setor portuário, Super Terminais aguarda autorização para modernizar frete no rio Negro


postado em 22/11/2019 06:00

(foto: Lucas Pacífico/CB/D.A Press)
(foto: Lucas Pacífico/CB/D.A Press)
Após reunião com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto, o presidente da Energisa, Ricardo Perez Botelho, anunciou que pretende investir R$ 7,5 bilhões no país até 2022. A empresa investiu cerca de R$ 11 bilhões nos sistemas de distribuição de energia nos últimos cinco anos. “Nós estamos atuando no setor de distribuição, geração, transmissão e serviços no setor elétrico e, nos próximos três anos, devemos investir R$ 7,5 bilhões”, destacou.

Segundo Botelho, R$ 1,5 bilhão será destinado à infraestrutura para melhoria da distribuição de energia em Rondônia e no Acre, regiões onde a Energisa opera há menos de um ano. Ele explicou que 20% da população desses dois estados é atendida por sistemas isolados, não interligados ao sistema elétrico nacional. Ao todo, a companhia atua em 11 estados. “Nós temos um grande plano de investimento, cerca de R$ 1,5 bilhão até 2022, para equacionar uma série de deficiências, inclusive em empresas estatais que foram privatizadas no ano passado, para poder trazer uma energia de qualidade”, declarou.

Ricardo Botelho disse ainda que o objetivo é conectar o sistema por meio de linhas de transmissão. “São lugares atendidos por sistemas isolados, a diesel. Nosso objetivo, até 2022, é poder conectar todos esses clientes por linhas que nós vamos construir.” Botelho ressaltou que os investimentos não implicarão custo extra de tarifa para o consumidor. “Vai pagar o que está pagando hoje. Grande parte desse custo, que é muito alto, é pago por todo o Brasil, então nós vamos desonerar o resto do Brasil”, precisou.

Terminal 

Um investimento de R$ 150 milhões em ampliação de cais flutuante e modernização de terminal portuário no rio Negro, previsto desde 2014, aguarda apenas uma assinatura da Secretaria Nacional de Portos e Terminais Aquaviários (SNPTA), órgão ligado ao Ministério da Infraestrutura, para sair do papel. A expansão que será implementada pela Super Terminais, quando autorizada, tem potencial de reduzir custos na movimentação de contêineres, com impacto no preço do frete da linha branca (eletrodomésticos como geladeira, fogão, máquina de lavar) produzida na Zona Franca de Manaus, barateando o produto para consumidor final.

O projeto foi alvo de disputa judicial, numa ação movida pela única concorrente que atua no rio Negro. A Justiça, no entanto, indeferiu o processo e todos os recursos se esgotaram. Segundo Bruno Morais, advogado da Super Terminais, em agosto deste ano, a documentação necessária para a autorização da ampliação passou pelo crivo da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), órgão regulador do setor, e foi encaminhada à SNPTA. A Marinha informou que, no que concerne às suas atribuições, ou seja, à segurança do tráfego aquaviário, já foram cumpridas todas as exigências.

Morais explicou que, assim que for autorizada, a obra para ampliar o cais, dos atuais 360 metros para 420 metros, será iniciada. “A empresa está disposta a aportar R$ 150 milhões desde 2014. Já teve autorização da Antaq várias vezes. Embora a judicialização tenha atrasado tudo, agora os recursos se esgotaram. Entendemos que, de agosto até novembro, o processo já poderia ter andado”, argumentou.

Como o rio Negro tem uma oscilação de maré de 17 metros durante o ano, a ampliação é feita por meio de módulos flutuantes e a obra é relativamente rápida. “A expansão pode ser feita em poucas semanas e a Super Terminais poderá atender dois navios, um no berço interno e outro, no externo. Isso vai permitir a redução do custo na movimentação de contêineres e aumentar a concorrência”, defendeu.

O governo pretende acelerar as obras de infraestrutura. No início do segundo semestre, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, assinou nove contratos de adesão de TUPs e um contrato de arrendamento no Porto de Cabedelo, na Paraíba, que garantiram investimentos de mais de R$ 500 milhões e ampliação na movimentação de cargas nas regiões Norte, Sul e Nordeste.

Nesta semana, o conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) qualificou o arrendamento de outros terminais: um de granéis líquidos no Porto de Santos (SP); um marítimo de passageiros em Fortaleza/Mucuripe (CE), e outro, de movimentação de carga geral no Porto de Paranaguá (PR). Procurados, Antaq e Ministério da Infraestrutura não responderam até o fechamento desta edição.

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