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Correio Braziliense

Indústria cresceu 3,9% nos últimos cinco meses, segundo levantamento da CNI

Pesquisa ainda mostra crescimento de 1,3% em outubro e crescimento de 0,5 ponto percentual no acumulado do ano, na comparação com o mesmo período de 2018. Entretanto, o crescimento ainda não se reflete na geração de empregos


postado em 02/12/2019 16:34 / atualizado em 02/12/2019 17:21

Segundo o economista da CNI, Marcelo Azevedo, a expectativa de demanda está alta e por isso a utilização está crescendo(foto: Amanda Oliveira/GovBA)
Segundo o economista da CNI, Marcelo Azevedo, a expectativa de demanda está alta e por isso a utilização está crescendo (foto: Amanda Oliveira/GovBA)
A indústria cresceu 3,9% nos últimos cinco meses consecutivos, segundo a pesquisa Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta segunda-feira (2/12). O estudo ainda aponta crescimento de 1,3% em outubro, o que significa um aumento de 0,1% com relação a setembro, e de 0,5% no acumulado do ano, comparando-se ao mesmo período do ano passado. 

Um dos motores que geraram mais empregos, a utilização da capacidade instalada chegou a 78% em outubro, 0,1% a mais que em setembro, na série livre de influencias sazonais. Entretanto, o aumento ainda não se reflete nas contratações. A pesquisa indicou queda de 0,3% no emprego, com relação a 2018. A massa real de salários também caiu em 1,9% e o rendimento médio do trabalhador diminuiu 1,6%. 

Segundo o economista da CNI, Marcelo Azevedo, a expectativa de demanda está alta e por isso a utilização está crescendo. Entretantos, somente com uma demanda ainda mais alta será possível ter impactos no emprego. Por enquanto, ainda é uma linha reta. “Viemos de um período econômico onde contratar está muito caro. Assim, como a ociosidade estava grande, só se ligava uma máquina. Vai chegar um ponto que vai ter que comprar máquinas novas e haver geração dos empregos,” explica. 

Mesmo assim, o economista ainda afirma que a indústria está confiante. “Os empresários têm percebido melhora na demanda e com isso uma percepção melhor dos negócios, não só como expectativa, mas realidade. Com isso, aumenta o emprego e o investimento. Ele (o empresário) se sente muito mais confiante e seguro para fazer o aumento da produção e do emprego,” afirma. 



* Estagiária sob a supervisão de Lorena Pacheco 

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