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Correio Braziliense

Mercado Imobiliário tem alta no DF com PIB da construção civil

Em outubro o lançamento de imóveis residenciais manteve a tendência de crescimento em 8%


postado em 04/12/2019 17:14 / atualizado em 04/12/2019 17:48

(foto: Antônio Cunha/CB/D.A Press)
(foto: Antônio Cunha/CB/D.A Press)
O mercado imobiliário do Distrito Federal começa a demonstrar sinais de recuperação e pode fechar o ano com saldo de crescimento. Segundo dados do Indicador de Velocidade de Vendas (IVV), medido pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (ADEMI-DF) em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF), em outubro o lançamento de imóveis residenciais manteve a tendência de crescimento de 8%, com 2.801 novas unidades. 

Segundo o presidente da Ademi-DF, Eduardo Aroeira Almeida, existe a expectativa de que o setor termine o ano com o dobro do valor geral de venda de lançamentos. "Ano passado nós tivemos cerca de R$ 1,2 bilhão e acreditamos que, em 2019, chegaremos ao dobro. Isso representa um aumento de 100% em lançamentos que naturalmente vão gerar de emprego, renda e riquezas para sociedade. Nossos números estimam a capacidade de geração de 110 mil empregos”, destaca. 

A alta de 0,6% no Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, divulgada na terça-feira (3/12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstra que a construção civil foi o setor que puxou o investimento no período, com crescimento de 1,3%. "Se observarmos os números, vemos que construção e infraestrutura não registravam altos investimentos, o maior impacto foi do setor imobiliário", diz o presidente da associação.  

No mês de outubro, foram ofertadas no mercado imobiliário 2.741 unidades residenciais novas no DF, representando pequeno crescimento em comparação com o mês anterior, quando foram registradas 2.708 unidades. O indicador subiu também 12% no segmento comercial em comparação ao mês anterior.

O IVV das unidades concluídas foi de 4,5%. Samambaia voltou a registrar o maior IVV residencial, com 25,4%, seguida por Santa Maria (21%); e o Noroeste (17%). A pesquisa identificou que o preço médio do m² ofertado pelas 29 empresas no mês de outubro, de R$ 8.935,56, foi superior ao registrado em setembro, de R$ 8.774.

Imóveis na planta também voltaram a registrar a maior velocidade de vendas, com 9,3% de participação. Segundo Almeida é um sinal da recuperação da confiança no mercado. "Isso significa que o cliente volta a ter otimismo e busca valorização do imóvel", avalia.

* Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca

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