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Correio Braziliense

Zema defende reformas e privatizações para regularização de contas em MG

O governador de Minas Gerais disse, em entrevista ao CB.Poder, que se fosse por sua vontade, privatizaria, "de preferência, tudo''


postado em 10/12/2019 19:31 / atualizado em 10/12/2019 20:48

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Em entrevista ao CB.Poder nesta terça-feira (10/12), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), realizou um balanço do primeiro ano de governo. Zema destacou o aumento de 140%, no número de desligamentos e demissões ligados a atos de corrupção, em relação a 2018, detectadas pela controladoria-geral do estado. Segundo ele, cargos de confiança também passarão por enxugamento. Apesar da economia, apontou a necessidade de reformas como alavanca para o Estado.

“Minas Gerais tem muitos funcionários nomeados designados em cargos de confiança. Nós estamos fazendo os ajustes nesses casos. Esses serão reduzidos. E tivemos aumento esse ano em 140% em demissões provocadas por desvios de conduta, corrupção etc. A nossa controladoria está trabalhando como deve e não sendo lenientes como foi no passado, amordaçada. Então, nós estamos demitindo quem merece ser demitido, mas estamos respeitando a estabilidade”, destacou.

E emendou: “Já reduzimos mais de 40 mil cargos. Isso representa uma redução de despesa da ordem de R$ 2 bilhões e meio por ano. Está longe de resolver o problema do nosso déficit que é coisa de R$ 15 bilhões por ano. Além disso, estamos renegociando contratos e estamos tomando uma série de medidas de economia de evitar desperdício que deve fazer com que atinjamos economia de quase R$ 5 bi no primeiro ano. Mas tudo o que o Executivo fizer, não é suficiente. Precisamos em Minas Gerais de reformas estruturais”, defendeu.

Ele citou a reforma da Previdência, a administrativa e as privatizações como essenciais. O governador disse não ter um plano B e que o regime de recuperação fiscal terá de ser aprovado em 2020 ou daqui a três ou quatro anos “em situação muito pior”. “Nós precisamos das reformas estruturais que nós estaremos encaminhando à Assembleia Legislativa, que permitirá ao Estado economizar e também aderir ao regime de recuperação fiscal. 2020 é o ano de recuperação fiscal em Minas. Se Minas não aderir, não temos plano B. Falo que vai ser só uma questão de tempo. Se a Assembleia não achar conveniente que o Estado venha a aderir em 2020, ele vai ter que fazer em 21, 22, 23 e 24. Enquanto isso não acontecer, a doença só aumenta. O tamanho do tumor só vai crescer nesse período”.

Se fosse pela vontade de Zema, diz, privatizaria, "de preferência, tudo”. “E se não for possível tudo, a maior quantidade de empresas. Nós temos que lembrar que todas as empresas de Minas, Cemig, Copasa e Gasmig que são as principais, de certa forma estão sucateados. A Cemig precisa de R$ 21 bilhões para colocar a vida em dia. O Estado tem esse dinheiro? Nunca. Um investidor privado teria”, ressaltou.

A respeito do pagamento do 13º dos servidores, ele destacou que o pagamento depende dos trâmites internos da Bolsa de Valores de São Paulo. Sobre a medida cautelar do Ministério Público de Contas (MPC) de Minas Gerais para suspender a antecipação dos recebíveis do nióbio pretendida pelo Estado, Zema acredita que a ação não será empecilho.

“Continuo otimista de que vai sair a operação. O Tribunal de Contas questionou por uma questão, mas tudo indica que isso será votado lá e não será barrado. A operação agora depende da Bolsa de Valores em São Paulo. Vai ser uma operação totalmente transparente, mais de 30 instituições financeiras se inscreveram e devem participar porque é uma operação que atrai interesse, principalmente num momento em que a taxa de juros está baixo e isso faz com que o preço seja até muito melhor do que seria um ano atrás ou há um ano e meio atrás. Mas o que nós temos que deixar claro sobre essa operação é que ela é um paliativo. Ela resolve os problemas do Estado por seis meses até meados do ano”, concluiu o governador.

Confira a entrevista na íntegra:




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