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Correio Braziliense

Produtos brasileiros são soluções para o aquecimento global, diz secretário

Segundo Carlos da Costa, a melhor solução para a redução do aquecimento global é a compra de produtos brasileiros por outros países


postado em 11/12/2019 11:16 / atualizado em 11/12/2019 14:45

Carlos da Costa é secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Carlos da Costa é secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
O secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, afirmou que a melhor solução para a redução do aquecimento global é a compra de produtos brasileiros por outros países. “Temos que dizer que a energia usada para produzir um copo no Brasil, em que a energia vem de hidrelétricas, solar e eólica, é muito menos poluente do que a energia da Alemanha, que aumentou o consumo de carvão. Então, toda vez que alguém, em vez de comprar um copo alemão, compra um brasileiro, é a forma mais efetiva para contribuir com a redução do suposto aquecimento global. É muito mais poderoso do que cada um reduzir um pouquinho”, disse em café da manhã da frente parlamentar da Bioeconomia, em Brasília, nesta quarta-feira (11/12).

 

Ainda de acordo com o secretário, a bioeconomia, embora não tenha sido prioridade do primeiro ano de governo, certamente estará entre as pautas mais importantes da equipe econômica em 2020. “No segundo ano teremos duas prioridades nesse sentido: retirar obstáculos legais e infralegais da bioeconomia no Brasil e conectar as oportunidades de mercado ao parque de pesquisa. São nossas duas grandes prioridades. Já quando falamos de sustentabilidade, ainda entra o estímulo do mercado de crédito de carbono no Brasil e no mundo”, garantiu. 

 

Para Carlos da Costa, o maior inimigo do meio ambiente é a pobreza e a miséria. “Nossa visão é de que a melhor coisa para proteger o meio ambiente e nossa biodiversidade é a prosperidade. Quando a zona franca de manaus vai bem a floresta é preservada. Temos que enfrentar o fato de que economia, biodiversidade e meio ambiente estão de braços dados e não são antagônicos”, afirmou. Segundo ele, o Brasil é hoje a maior potência ambiental do mundo.

 

“Sermos a maior potência ambiental tem muitos benefícios e um deles é que temos uma floresta fantástica que nós preservamos com a biodiversidade e quantidade de recursos geográficos e biológicos inigualáveis. Nós precisamos saber como criar um ambiente adequado para estimular a bioeconomia. Se nós fizermos isso, o Brasil tem um potencial extraordinário. Temos hoje algumas dificuldades para a exploração econômica sustentável dessa biodiversidade por ainda sermos vítimas de movimentos fundamentalistas do passado opostos ao que defendemos, e que praticamente inviabilizaram a exploração da diversidade energética da amazônia”, acrescentou. Ele afirmou ainda que tudo o que dificulta a exploração sustentável da biodiversidade brasileira terá de ser revisto. 

 

Para Carlos da Costa, o futuro da amazônia virá por setores que “têm sido subaproveitados”. “O maior deles é a bioeconomia. Temos feito várias pesquisas sobre biodiversidade e pela análise, o que falta hoje é que identifiquemos as oportunidades de bioeconomia do mundo”, comentou. O secretário destacou que para encontrar e aproveitar essas oportunidades, o governo tem de fazer parcerias com o setor privado nacional e internacional que está dentro da região amazônica, de forma a constituir centros de pesquisas e oportunidades. “Mas quando falamos de inovação, tem que ser uma via de mão dupla: tem que conectar a academia ao mercado para que as pesquisas tenham utilização no mercado. Mas temos que ter cuidado para não ter a visão arrogante de que o mercado tem que se adaptar ao que a academia conclui. É uma via de mão dupla também: a academia tem que saber as necessidades do mercado”, completou.

 

Segundo o secretário. O Brasil só está aquém da meta no critério de plantação florestal. No entanto, “temos desmatado muito menos do que o necessário”. “Ou seja, estamos contribuindo com a descarbonização via preservação da nossa floresta em um nível muito acima ao que era esperado de nós. E ainda assim sofrendo críticas”, disse. Ele afirmou que um dos objetivos do governo é promover uma economia efetivamente mais limpa, já que o custo de descarbonização no Brasil é menor do que no resto do mundo. “Junto da frente parlamentar, tenho certeza de que teremos uma agenda extensa e produtiva ano que vem”, finalizou. 

 

O secretário especial de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação, Jorge Mário Campagnolo, também estava no evento e afirmou que a pasta estará à disposição da frente parlamentar para auxiliar no alcance da Bioeconomia como vetor para atração de investimentos para o país. 

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