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Correio Braziliense

Carlos da Costa: Começou a reindustrialização no país

O secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, disse que Brasil celebra o crescimento do empreendedorismo


postado em 11/12/2019 13:59 / atualizado em 11/12/2019 14:54

Carlos da Costa, secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade.(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press )
Carlos da Costa, secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade. (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press )
O secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, disse que o Brasil começou em 2019 um ciclo de reindustrialização. “Nós interrompemos o ciclo de desindustrialização começado na decada de 90 que reduziu a participação da indústria a quase metade do que outra hora ja foi. Esse ciclo esta sendo revertido com o início da reindustrialização do país, com ajuste fiscal, a seriedade da política econômica, com equilíbrio das contas públicas e nosso programa menos Brasília e mais Brasil, menos governo e mais empresas prosperando”, afirmou, nesta quarta-feira (11/12), ao participar de evento para entregar ao presidente Jair Bolsonaro o Grande Colar da Ordem do Mérito Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“Estamos nesse novo ciclo celebrando a promessa do presidente de que ser empresário não mais seria motivo de medo ou vergonha e sim motivo de orgulho e desejo”, acrescentou. 

Segundo ele, a redução da participação da indústria ocorreu por meio de um ciclo equivocado de juros altos que “levaram o câmbio a ficar apreciado e um excesso de impostos sobre o setor industrial que é tão importante para a nossa economia”. “O desequilibrio fiscal e o gigantismo de um estado ineficiente fez com que o governo fugisse para a inflação alta ou para juros altos, que estrangularam quem investe, sendo a indústria e a infraestrutura os setores que mais investem em capital físico no país. Apreciar o câmbio tirou a competitividade de produtos comercializados, assim, mais uma vez a indústria foi a principal vítima. O aumento desmesurado de impostos, que levaram a carga tributária de 22% para mais de 34%, também fez mais uma vez a indústria de alvo, já que é mais fácil taxar quem está parado, quem tem estruturas. A indústria é a grande sacrificada hoje porque tem 22% do PIB (Produto Interno Bruto) e 30% da carga tributária”, completou. 

Para ele, o avanço da indústria indica que o governo está no “caminho correto”. “Além do ciclo de reindustrialização ser motivado pelo equilíbrio do setor público, estamos construindo a base para um Brasil mais moderno. Temos nossas seis agendas: a primeira é a redução do custo Brasil, que hoje é R$ 1.5 trilhão; a melhoria do ambiente de negócios e a implementação do programa de redução continuada do custo Brasil e melhoria da competitividade”, destacou. 

O secretário ressaltou que este ano o governo criou condições para que vários setores brasileiros voltassem a crescer economicamente. “Estamos trabalhando em novos parques da infraestrutura. Queremos a duplicação do investimento privado na infraestrutura do Brasil. Estamos trabalhando na Industria brasileira 4.0 e várias outras medidas para que o país volte a crescer pela força de seus empreendedores”, reforçou. 

De acordo com Carlos da Costa, o evento desta quarta-feira serviu também para firmar um acordo que vai viabilizar que mais de 20% das empresas industriais brasileiras sejam modernizadas e qualificadas para ter mais produtividade e competitividade nos próximos anos. “Vamos viabilizar 140 milhoes de horas/aulas para alunos no Brasil todo para que os desempregados possam se qualificar e sejam capazes encontrar empregos de qualidade. Bem como a qualificação empregados do futuro já que algumas profissões estão ficando obsoletas. Precisamos cuidar da nossa gente pra o país continuar competitivo e capaz de gerar empregos.Esse acordo é um marco”, defendeu. 

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