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Correio Braziliense

Cerveja ganha novas normas de qualidade e já pode conter mel e leite

Instrução normativa permite adição de produtos de origem animal, desde que isso fique explícito no rótulo


postado em 11/12/2019 18:04 / atualizado em 11/12/2019 18:29

(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
A cerveja produzida no Brasil tem novas normas de qualidade. A Instrução Normativa número 65, publicada pelo Ministério da Agricultura no Diário Oficial da União (DOU) de quarta-feira (10/12), determina os ingredientes permitidos e proibidos e estabelece padrões de rotulagem para a bebida. O documento também traz as classificações e denominações do produto.  

Entre as novidades, está a permissão para que sejam adicionados à cerveja produtos de origem animal, como o leite e mel, além de madeira às leveduras do gênero Saccharomyces. Antes, esses produtos impediam que a bebida fosse denominada como "cerveja". O eventual uso desses e de outros ingredientes deverá ficar explícito na rotulagem.

O mínimo exigido de malte não foi alterado. "A quantidade de malte que deve estar presente na cerveja não será alterada, que deve ser de, pelo menos, 55% do extrato primitivo da bebida, ou seja, da quantidade de açúcares que são utilizados pela levedura antes da fermentação", determina a IN. 

A norma complementa a alteração feita em julho, no Decreto 6.871/2009, trazendo as disposições específicas para a produção, comercialização e rotulagem da cerveja no país. A IN também revoga instruções normativas anteriores que traziam regras para a produção do produto.

Custo não deve aumentar

Para o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cerveja, Carlo Lapolli, "a evolução não vai alterar o custo final do produto e vai facilitar o registro de novas cervejarias no ministério. É consenso no setor cervejeiro que o consumidor está ávido por novidades, e o país precisa acompanhar o mercado internacional, com produtos modernos e de maior valor agregado", diz.

Atualmente, o setor cervejeiro do Brasil é o terceiro maior do mundo, com mais de 1.000 empresas registradas e 14 bilhões de litros consumidos por ano. O setor garante cerca de 2,7 milhões de empregos com um faturamento de R$ 100 bilhões e arrecadação de impostos da ordem de aproximadamente R$ 30 bilhões.

Com informações da Agência Estado

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