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Correio Braziliense

Acordo EUA-China e queda de juros fazem Ibovespa subir e dólar cair

A Bolsa fechou em alta de 1,11%, a 112.199 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial apresentou recuo de 0,70%, cotado a R$ 4,09


postado em 12/12/2019 18:40 / atualizado em 12/12/2019 18:57

(foto: Nelson Almeida/AFP)
(foto: Nelson Almeida/AFP)
Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, atingiu novo patamar histórico, fechando com alta de 1,11%, a 112.199 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial apresentou recuo de 0,70%, terminando o dia cotado a R$ 4,09. 

Por trás desses resultados, está a redução da taxa básica de juros brasileira pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e patamares positivos para o risco-país. E, no cenário externo, cresceram as expectativas de um acordo comercial entre China e Estados Unidos.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou pelo Twitter que está muito próximo de um “acordo grande” com o país asiático. O anúncio veio logo após a notícia de que os EUA estariam dispostos a aceitar uma redução de 50% nas tarifas impostas a produtos chineses. 

Segundo o estrategista da RB Investimentos, Daniel Linger, os rumores do mercado seriam de que o acordo já estaria até mesmo assinado. "Tivemos uma reação mais positiva no fim da tarde. Representantes da negociação soltaram que havia se concretizado. Ainda não se sabe o contexto disso, mas isso animou ainda mais a subida da bolsa, gerando um certo alívio aos investidores em vista a temores de uma desaceleração global”, avalia.

Analista da Toro Investimentos, Lucas Carvalho afirma que os ativos de mais risco operaram em cenário de alta após as falas do Trump. "As maiores altas foram de bancos, commodities, que têm relação grande com desempenho de economia global e se beneficiam com as duas potências encontrando um denominador comum maior. Outras movimentações ainda mostram um otimismo e expectativa de que em 2020 a economia estará mais forte. O varejo é uma das grandes apostas da casa para o próximo ano", destaca 

Risco Brasil

No Brasil, animou os investidores a revisão da perspectiva para a nota de risco de crédito do Brasil, que passou de estável para positiva. Além da análise realizada pela Standard & Poor’s, o apetite por risco também se beneficia da decisão de quarta-feira (11) do Comitê de Política Monetária (Copom), de reduzir os juros de 5% para 4,5% ao ano, sem indicar que esse seria o fim do ciclo de cortes nas taxas.

Carvalho considera como um sinal de retomada econômica. "São fatores importantes e o investidor vê com bons olhos esse selo alterando para uma perspectiva também benéfica. Mostra que aos poucos economia está mais eficiente, com crescimento ainda gradual, mas de forma mais célere. As empresas aqui, da mesma forma, se beneficiam com os juros em baixa." 

Ecoou também no cenário interno a aprovação do texto-base na Câmara do novo marco do saneamento. Para Linger, é um sinal importante de um caminho que ainda deve ser seguido. "Isso faz com que o mercado veja com bons olhos a entrada de recursos de duas empresas que já anunciaram que vão investir em saneamento. Essa entrada de recursos também projeta a entrada de mais dólar, então a moeda americana começa a cair e o real se valorizar”, ressalta.
 

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