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Correio Braziliense

O segredo é o foco no mercado externo e em alta tecnologia

Empresa conta como conseguiu sobreviver a forte crise econômica e se manter crescendo


postado em 25/12/2019 06:00

Jaqueline Tibau: benefícios para as cidades onde a empresa está presente(foto: GE Celma/Divulgação)
Jaqueline Tibau: benefícios para as cidades onde a empresa está presente (foto: GE Celma/Divulgação)
O foco no mercado externo e em alta tecnologia não só garantiu à GE Celma passar ilesa à pior crise econômica do país quanto possibilitou a ampliação das operações, contribuindo para pujança também nas cidades onde estão localizadas as cinco unidades, no Rio de Janeiro. A empresa, especializada na revisão e reparo de turbinas aeronáuticas, é a maior do setor na América Latina e tem 95% de sua produção voltada para as exportações.

A matriz da GE Celma fica em Petrópolis, num terreno de 60 mil metros quadrados (m²), onde trabalham mais de dois mil funcionários. A cidade serrana abriga outras duas filiais. A capital, no Aeroporto do Galeão, tem uma unidade, assim como o município de Três Rios, onde recém foram investidos R$ 250 milhões para obras de ampliação, que devem ficar prontas no fim de 2021. Em todo o complexo, a companhia emprega 3 mil pessoas.

Mesmo sediada no estado brasileiro que mais sofreu com a crise fiscal,  a GE Celma faturou US$ 2,5 bilhões em 2018 e deve fechar 2019, ano em que revisou 530 motores, com US$ 3 bilhões em faturamento. A previsão de crescimento para 2020 está entre 6% e 9%. Entre os clientes que mandam suas turbinas para a Celma estão a United Airlines, American Airlines, Ryanair, Fedex, Southwest Airlines, Air Canada, Azul, Tam, Gol, Jetblue e Embraer.

Inserção

Jaqueline Tibau, diretora de Recursos Humanos da GE Celma, explica que o crescimento se manteve mesmo durante os anos de crise, porque 95% dos serviços prestados são para o mercado global. “A aviação continua crescendo lá fora e a demanda, aquecida. O mérito da empresa é se manter inserida no mercado global com  foco na alta tecnologia e no treinamento dos profissionais. Isso é parte da história de sucesso.”

Como cerca de 1,5 mil profissionais trabalham diretamente nos motores, a mão de obra não está disponível no mercado. “Investimos no desenvolvimento dos colaboradores, do aprendiz ao engenheiro. Para isso, temos uma parceria com o Senai. Mas quando falamos de pessoal, a empresa tem terceiros envolvidos em todas as unidades”, explica. Faz parte da receita de sucesso, diz, a preocupação com a inovação. “Estamos sempre buscando produtividade, atualização e inovação. A médio e longo prazos, isso faz toda a diferença”, assinala.

A presença da companhia movimenta toda a região onde está inserida, destaca Jaqueline. “Como recebemos muitos estrangeiros, os restaurantes e hotéis da cidade cresceram com a empresa. Os funcionários aquecem os serviços e o comércio locais”. O aumento do banco de provas de Três Rios deve gerar entre 300 e 500 empregos para a região nos próximos três a cinco anos. “Somente no ano que vem, a empresa deve fazer cerca de 100 contratações”, diz.

Isso deve promover um aquecimento da economia, com mais pessoas empregadas com salário competitivo, estima. “Contratamos de jovens aprendizes a profissionais experientes e, com isso, geramos um ciclo de capacitação e de empregabilidade”. Segundo a diretora, a região está se consolidando como um polo de aviação. Além da Celma, há uma sede da Turbomeca, que repara e revisa motores de helicópteros. “Também tenho observado o crescimento do setor de digital na região”.

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