Vera Batista, Catarina Loiola*
postado em 30/12/2019 06:01
Buscar o máximo de informações para conhecer os melhores produtos financeiros é a melhor receita para investir e pode garantir mais rendimentos. Influenciada pelos pais a não se endividar, a profissional de relações públicas Rafaela Corrêa, 35 anos, poupa desde a adolescência. Mas só conseguiu realmente ganhar dinheiro depois que passou a estudar melhor as opções do mercado. ;Na universidade, abri minha primeira conta em banco, mas não tinha a ideia de investimento, deixava o dinheiro lá parado, sem render;, diz.
Em 2007, começou a aplicar. Investiu na poupança por orientação da gerente do banco, que justificava que o montante não era suficiente para outros produtos, como CDB ou LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio). ;Talvez fosse o melhor que aquele banco tinha a oferecer;, avalia. Atualmente, Rafaela mantém o dinheiro em renda fixa. Para ela, os principais benefícios das corretoras ou bancos pequenos são rentabilidades melhores. ;As corretoras são como um supermercado, com várias opções na prateleira;, afirma.
Rafaela se considera uma investidora de ;perfil moderado;, que prefere entender todos os detalhes para se sentir segura. ;É muito satisfatório quando você compreende melhor o que pode fazer para o seu dinheiro render mais;, afirma. ;Quando comecei a investir, há uns 12 anos, não havia tanto conteúdo sobre o assunto como hoje. Então, tem que aproveitar, analisar com cuidado todos os investimentos, escolher os que estão de acordo com os seus objetivos e tomar coragem;, ensina.
O empresário Cristiano da Matta, 28, passou a aplicar na Bolsa de Valores ao perceber que seus dividendos da poupança estavam muito abaixo do que poderiam render. ;Comecei migrando para a previdência privada, com orientações do gerente do banco. Ganhava quase 1% a mais do que na poupança;, lembra. Mas o empresário ainda não estava satisfeito. ;Gerente de banco não te dá boas oportunidades em relação a mercado financeiro, os rendimentos das grandes instituições são sempre minimizados;, opina.
Colchão
Em 2015, decidiu se aprofundar nos estudos sobre investimentos e passou a fazer testes, aplicando seu dinheiro em ações e fundos. ;Colocar o dinheiro na poupança é jogar dinheiro fora, literalmente. É como guardar embaixo do colchão, perde valor;, diz. Hoje, Cristiano investe em fundos imobiliários, ações e em multimercados. ;Este ano, consegui aumentar o montante em 12%, uma rentabilidade razoável. Poderia ter sido maior se não fosse um tropeço com a Vale na ocasião do acidente de Brumadinho;, afirma.
* Estagiária sob supervisão de Simone Kafruni