Economia

Guedes diz que recursos para bancar novo mínimo virão de fundo de R$ 8 bi

O ministro disse ainda que caso o planejamento não ocorra como o esperado, disse que há a possibilidade de ocorrer um ''contingenciamentozinho''

Ingrid Soares
postado em 14/01/2020 19:01
 (foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Paulo GuedesO ministro da Economia, Paulo Guedes afirmou na tarde desta terça-feira (14/1) que os recursos para bancar o valor do novo salário mínimo fixado em R$ 1045,00 virá de um fundo de R$ 8 bilhões. No entanto, Guedes não informou a proveniência do valor. O impacto para os cofre públicos é estimado em mais de R$ 2 bilhões.

"Nós já temos. Eu prefiro não falar da natureza do ganho, porque deve ser anunciado em uma semana. Mas vamos arrecadar R$ 8 bi. Não é aumento de imposto, nada disso. São fontes que estamos procurando e vamos anunciar em uma semana. R$ 8 bi que vão aparecer de forma que esse aumento de R$ 2 bi e 300 milhões vai caber no orçamento", apontou.

Caso o planejamento não ocorra como o esperado, disse que há a possibilidade de ocorrer um "contingenciamentozinho".

[SAIBAMAIS]"Naturalmente, se o que estivermos estimando não acontecer, pode haver um contingenciamentozinho lá na frente. O importante é o compromisso do presidente com a manutenção de compra do salário mínimo que é uma cláusula constitucional", apontou.

E emendou: "O mais importante é o espírito que o presidente defendeu. Quando tivemos que aprovar esse aumento de salário no final do ano, o espírito que o presidente defendeu foi a da carta constitucional, que é a preservação do poder de compra do salário mínimo. Só que a melhor estimação de inflação que existia no dia 31 de dezembro, de acordo com a Focus, acabou ficando abaixo da inflação real. Então o presidente, mantendo esse espírito, ele já tinha aumentado em 2 reais acima da inflação para pagar o erro que foi cometido no ano passado. Para não repetir isso, o presidente falou: vamos corrigir a partir de fevereiro para não deixar repetir esse erro".

Questionado sobre detalhes do possível contingenciamento, Guedes concluiu dizendo que esse era "um assunto para depois".

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