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Correio Braziliense

Rombo nas contas externas sobe para US$ 50,8 bilhões

Resultado é o pior dos últimos quatro anos, segundo o Banco Central


postado em 27/01/2020 13:32 / atualizado em 27/01/2020 14:06

Ainda de acordo com o BC, o déficit só não foi pior porque as outras duas contas que influenciam o balanço das transações correntes conseguiram resultados ligeiramente melhores em 2019(foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
Ainda de acordo com o BC, o déficit só não foi pior porque as outras duas contas que influenciam o balanço das transações correntes conseguiram resultados ligeiramente melhores em 2019 (foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
Resultado é o pior dos últimos quatro anos, segundo o Banco Central
O déficit das contas externas brasileiras se agravou em 2019. Segundo o Banco Central, o rombo cresceu 22%, chegando a US$ 50,8 bilhões ao fim do ano passado. O resultado, divulgado nesta segunda-feira (27/1), representa 2,76% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e é o pior desde 2015.

O resultado negativo é US$ 9,2 bilhões superior ao de 2018 e reflete o desempenho da balança comercial brasileira. Chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha explicou que a balança comercial perdeu US$ 13,6 bilhões em 2019. Isso porque o superávit comercial caiu de US$ 53,0 bilhões em 2018 para US$ 39,4 bilhões em 2019, fruto de uma retração de 6,3% nas exportações e de 0,8% nas importações.

Ainda de acordo com o BC, o déficit só não foi pior porque as outras duas contas que influenciam o balanço das transações correntes conseguiram resultados ligeiramente melhores em 2019. De um lado, a conta de serviços reduziu o seu déficit em 1,7%, para US$ 35,1 bilhões. De outro, o déficit em renda primária recuou 4,8% para US$ 56 bilhões.

"Tivemos uma redução do déficit da renda primária e uma ligeira estabilidade na conta de serviços", confirmou Rocha, dizendo que, por isso, o resultado negativo das transações correntes de 2019 não preocupa o BC. "O que houve foi a redução do superávit comercial", minimizou, afirmando que o desempenho da balança comercial está relacionado a fatores como a desaceleração da economia da Argentina.

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