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Correio Braziliense

OIT: América Latina tem 25 milhões de desempregados e serão mais em 2020

Um em cada cinco jovens latino-americanos não consegue emprego, a taxa mais alta em 10 anos, segundo o relatório


postado em 28/01/2020 17:26 / atualizado em 28/01/2020 17:36

Desemprego aumentou no ano passado em nove dos 14 países latino-americano(foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
Desemprego aumentou no ano passado em nove dos 14 países latino-americano (foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
Mais de 25 milhões de latino-americanos e caribenhos estão desempregados, e o número certamente aumentará em 2020 devido ao fraco crescimento econômico, afirmou a OIT nesta terça-feira (28) em um relatório anual. 

 

O relatório destaca que o desemprego entre as mulheres está aumentando mais do que entre os homens e que a situação dos jovens latino-americanos "é alarmante", pois um em cada cinco "não consegue emprego", a taxa mais alta em uma década. 

 

"Os mercados de trabalho da América Latina e do Caribe estão passando por um momento de incerteza refletido em um leve aumento na taxa de desemprego regional e em sinais de precariedade que podem piorar em 2020", alertou a agência ao apresentar seu relatório anual Panorama em Lima Trabalho

 

A taxa de desemprego na região no final de 2019 foi de 8,1%, um décimo a 8,0% em 2018. "É um pequeno aumento, mas ainda significa que mais de 25 milhões de pessoas estão buscando ativamente emprego e não conseguem", afirma o relatório. 

 

O desemprego aumentou no ano passado em nove dos 14 países latino-americanos incluídos no estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que tem seu escritório regional na capital peruana.

 

Enquanto isso, no Caribe de língua inglesa, que tem menos população, "houve uma queda no desemprego de 0,7 décimos", disse o relatório.

 

"A situação do mercado de trabalho é complexa", disse o diretor regional da OIT, Juan Felipe Hunt, apresentando o relatório à imprensa, acompanhado pelo coordenador do estudo, Hugo Ñopo, e pelo chefe de comunicação regional, Luis Córdova. 

 

"A dinâmica de desaceleração econômica observada desde meados de 2018 impactou tanto a estrutura quanto a qualidade dos empregos", disse Ñopo, explicando que há uma "precariedade" nos empregos que estão sendo criados na região. 

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