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Correio Braziliense

Guedes diz que fala sobre servidor ser ''parasita'' foi tirada de contexto

Nota emitida pelo Ministério da Economia afirma que o ministro Paulo Guedes reconhece "a elevada qualidade do quadro de servidores"


postado em 07/02/2020 17:59 / atualizado em 07/02/2020 18:17

(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil)
(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil)
O Ministério da Economia emitiu, nesta sexta-feira (7/2), nota afirmando que a declaração na qual o responsável pela pasta, Paulo Guedes, comparou servidores públicos a parasitas foi retirada de contexto. A nota afirma ainda que Guedes reconhece a qualidade do serviço público.

"O Ministério da Economia esclarece que, após reconhecer a elevada qualidade do quadro de servidores, o ministro Paulo Guedes, analisou situações específicas de estados e municípios que têm o orçamento comprometido com a folha de pagamento", afirma um trecho do texto.

Em seguida, a nota conclui: "O ministro lamenta profundamente que sua fala tenha sido retirada de contexto pela imprensa, desviando o foco do que é realmente importante no momento: transformar o Estado brasileiro para prestar melhores serviços ao cidadão" (leia a íntegra abaixo).

A declaração de Guedes foi feita mais cedo durante palestra na Fundação Getúlio Vargas. "O funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação. Tem estabilidade de emprego, tem aposentadoria generosa, tem tudo. O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita. Dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático. Não dá mais", disse, sendo aplaudido em seguida. O ministro mencionou ainda pesquisa segundo a qual 88% dos brasileiros apoiam demissão de servidores mal avaliados.

Leia a íntegra da nota do Ministério da Economia

"Nota à Imprensa

Ministro da Economia reconhece qualidade do servidor público; reforma administrativa é para corrigir distorções

O Ministério da Economia esclarece que, após reconhecer a elevada qualidade do quadro de servidores, o ministro Paulo Guedes, analisou situações específicas de estados e municípios que têm o orçamento comprometido com a folha de pagamento. Durante evento no Rio de Janeiro, ele falou sobre entes da Federação que estão com despesas acima do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Nessa situação extrema, não sobram recursos para gastos essenciais em áreas fundamentais como saúde, educação e saneamento.

O ministro argumentou que o país não pode mais continuar com políticas antigas de reajustes sistemáticos. Isso faz com que os recursos dos pagadores de impostos sejam usados para manter a máquina pública em vez de servir à população: o principal motivo da existência do serviço público. O ministro defendeu uma reforma administrativa que corrija distorções sem tirar direitos constitucionais dos atuais servidores.

O ministro lamenta profundamente que sua fala tenha sido retirada de contexto pela imprensa, desviando o foco do que é realmente importante no momento: transformar o Estado brasileiro para prestar melhores serviços ao cidadão.

ASSESSORIA ESPECIAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
MINISTÉRIO DA ECONOMIA"

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