Economia

Mercado s/a

Correio Braziliense
postado em 13/02/2020 04:05


As fintechs ameaçam
os bancos tradicionais?

Um dos grandes debates do mercado financeiro diz respeito à capacidade dos bancos tradicionais de resistir ao avanço das fintechs. A julgar pelos balanços divulgados nos últimos dias, as grandes instituições não sofreram com os novos concorrentes. Somados, os lucros de Itaú Unibanco, Santander Brasil e Bradesco avançaram 15% em 2019 na comparação com 2018, superando a previsão do mercado. Muitos analistas, porém, continuam a bater na mesma tecla: os grandes bancos terão o futuro comprometido pelas fintechs. Será mesmo? Eles não estariam subestimando a capacidade dos gigantes de se adaptar aos novos tempos? Se as fintechs são competentes para apresentar novos produtos e serviços, por que os bancos não seriam? Claro que é preciso considerar que as instituições convencionais têm estruturas pesadas, com inúmeras agências e milhares de funcionários. Mas isso, convenhamos, é ajustável. Os bancões podem até enfrentar desafios, mas eles estão longe de perder a força.

R$ 400
milhões

é o valor do processo que a Nissan está movendo contra seu ex-presidente Carlos Ghosn, acusado de “gestão fraudulenta”. Segundo a Nissan,
o brasileiro realizou pagamentos indevidos a familiares, fez uso
privado de jatos corporativos e não cumpriu normas de compliance

“Para trabalhar na Tesla, é necessário ética incondicional, talento para a construção de coisas, bom senso e confiabilidade. O resto podemos treinar”

Elon Musk, fundador da montadora


“Se você não xinga, dizem que é isentão”

Um empresário do setor financeiro fechou todos os seus perfis em redes sociais. “Bastou escrever que o Brasil precisava de união para começarem os xingamentos”, disse. “Estou desiludido com o clima de guerra. Os dois lados estão errados, ninguém tem razão. Enquanto o ódio mútuo entre esquerda e direita não acabar, vai ser difícil construir um país melhor.” O executivo conta que foi criticado até no grupo de WhatsApp formado por empresários amigos. “Se você não xinga, dizem que é isentão.”


Guedes tem pressa para enviar reforma tributária ao Congresso

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ontem que o governo enviará a sua proposta de reforma tributária ao Congresso em no máximo duas semanas. Ou seja, provavelmente depois do carnaval. No mercado, a expectativa era de que os debates sobre as mudanças fiscais estivessem mais aquecidos neste mês de fevereiro, mas eles devem ficar mesmo para março. O governo Bolsonaro está no segundo ano do mandato e até agora não apresentou formalmente o documento.


Na bolsa, pessoas com mais de 66 anos são as donas do dinheiro

A forte valorização das ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo levou muita gente a acreditar que pode enriquecer da noite para o dia. Isso é um equívoco. Um levantamento feito pelo site Clube dos Poupadores, especializado em educação financeira, detectou que os investidores com mais de 66 anos representam 8,7% do total das pessoas físicas que possuem ações. Eles, porém, respondem por 40% de todo o dinheiro investido. Ou seja: para ficar rico, é preciso investir durante muitos anos.  

Rapidinhas

» Os investidores estrangeiros desembolsaram R$ 783 milhões em ações negociadas na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, em 10 de fevereiro. Mesmo assim, eles continuam receosos com o mercado nacional.
No acumulado do ano, o
saldo está negativo em R$ 23,9 bilhões. Ainda há ceticismo em relação à capacidade de o país crescer mais.


» A rede gaúcha de materiais de construção Quero-Quero protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido para abrir o capital. Fundada em 1967, a empresa possui 346 lojas no sul do Brasil e é controlada pelo fundo americano de private equity Advent International Corp. O mercado espera que pelo menos 25 empresas ingressem na bolsa em 2020.


» Apesar de as autoridades chinesas terem informado que a velocidade de propagação do coronavírus diminuiu, algumas empresas continuam precavidas. A American Airlines ampliou o prazo de suspensão de voos para a China do fim de fevereiro para abril. A British também deverá adiar seu retorno ao país asiático.


» O WhatsApp, aplicativo de mensagens do Facebook, informou que atingiu a marca de 2 bilhões de usuários no mundo. A plataforma foi lançada em 2009, mas demorou para deslanchar. Ela dobrou de tamanho desde 2017, quando alcançou o primeiro bilhão. Agora, só tem menos usuários que o próprio Facebook. 

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