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Correio Braziliense

Consultoria espera aumento de quase 6% da produção de soja

No caso do milho, espera-se uma ligeira redução - de 103 milhões de toneladas em 2019 para 101 milhões em 2020


postado em 13/02/2020 21:15 / atualizado em 14/02/2020 11:01

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
A consultoria Agroconsult espera um aumento de 5,9% da produção de soja no Brasil para 2020, conforme previsão apresentada nesta quinta-feira no 14° Encontro de Previsão de Safra, em Brasília. De 119 milhões de toneladas do ano passado, a expectativa é que se chegue a 126 milhões de tonelada neste ano. No caso do milho, espera-se uma ligeira redução - de 103 milhões de toneladas em 2019 para 101 milhões em 2020. 

 

"É uma safra muito boa. E uma safra de soja maior do que a do ano passado, 126 milhões de toneladas, que é excelente. Marca um início de safra no Brasil muito bom. Ainda temos uma safra de milho para se estabelecer, que também tem uma expectativa boa. Mas é uma safra que está sendo plantada agora", disse Marcos Rubin, analista da Agroconsult. 

 

Sobre o cenário da exportação tendo em vista a epidemia de Coronavírus, Rubin disse que não se sabe ainda quais poderão ser os efeitos. Diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes disse que existe uma preocupação, mas que ainda não foi sentido nenhum efeito negativo. "O Coronavírus é uma preocupação que todos têm. Por enquanto, não sentimos impacto. Nossa operação é toda automatizada. Por enquanto, está no nível de preocupação", disse. Até o momento, segundo ele, não houve nenhum problema logístico.

 

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, minimizou a situação da epidemia. "A gente tem que ter muita calma para poder colocar como um problema maior do que é. É um problema ter morrido gente, eles estão buscando uma solução. Mas a China vai parar de comer?", questionou. A ministra disse que foi gerado um pânico em torno da situação, mas que é preciso observar o tamanho da população chinesa. "A China tem 1,3 bilhão de pessoas. Eles fecharam a província onde começou (o vírus), tem um número grande de pessoas infectadas e mortas. Mas se colocar isso na proporção do tamanho da pulação chinesa, é nada", afirmou.

 

Durante fala, ela pediu cautela e disse que "vivemos com ânimos exaltados", citando dm seguida o que chamou de "crise do dólar". "O dólar é flutuante no Brasil", pontuou. Na última quarta-feira (12/2), o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou que o dólar alto é algo positivo, afirmando que se trata da mudança do modelo econômico, não sendo mais, segundo ele, composto por juros alto e câmbio baixo. "Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Todo mundo indo para a Disney, empregada doméstica indo para a Disney, uma festa danada", disse na ocasião. A fala teve ampla repercussão negativa nas redes sociais. 

Acordo China-EUA

A ministra falou ainda sobre o acordo que pode colocar fim à guerra comercial entre os Estados Unidose a China, afirmando que poderá ter efeitos no Brasil. "Esse acordo pode ter reflexos para nós, mas não serão tão catastróficos assim", disse. Segundo ela, a relação do Brasil hoje a China hoje é sólida. No mês passado, os países assinaram a primeira fase do acordo e passou a se especular sobre os efeitos que isso teria para o agronegócio brasileiro. 

 

Apesar de admitir possíveis efeitos, a ministra minimizou. "Será que o impacto vai ser esse que os profetas do apocalipse estão falando? A soja, nós temos uma área que é conhecida de todos. Todo mundo conhece. A soja é uma só. EUA não tava exportando pra China. Então, eles tinham outros compradores. Será que vai prejudicar tanto a soja brasileira? Primeiro que a soja brasileira já está vendida", disse a ministra.

 

Em seguida, Tereza Cristina afirmou que o Ministério tem trabalhado para abrir novos mercados a aumentar a base da exportação. "Soja e milho é importante. Mas temos que diversificar a nossa pauta para nossa balança comercial", afirmou. 

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