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Correio Braziliense

Banco Central chinês reduz taxa de juros de empréstimos para bancos

O objetivo é estimular a recuperação da economia, paralisada pela epidemia do novo coronavírus


postado em 17/02/2020 11:26

(foto: Danilson Carvalho/CB/D.A Press)
(foto: Danilson Carvalho/CB/D.A Press)
O Banco Central da China (PBOC) reduziu nesta segunda-feira (17/2) a taxa de juros para os empréstimos de um ano aos estabelecimentos financeiros, com o objetivo de estimular a recuperação da economia, paralisada pela epidemia do novo coronavírus.

A medida permitirá reduzir o custo de financiamento dos bancos comerciais e estimular as instituições a aumentarem os empréstimos às empresas.

O PBOC propôs nesta segunda-feira 200 bilhões de iuanes (28,6 bilhões de dólares) a um ano, com uma taxa de 3,15%, a menor desde 2017, contra 3,25% anteriormente.

A meta é "garantir uma liquidez abundante e razoável no sistema financeiro", explica um comunicado do Banco Central.

"É mais uma medida para ajudar os bancos e agências financeiras a lidarem com as perturbações econômicas geradas pela epidemia", considerou Julian Evans-Pritchard, da consultoria Capital Economics.

Há duas semanas, o Banco Central já havia reduzido as taxas de juros para empréstimos de curto prazo (sete a 14 dias) para estabelecimentos financeiros, além de ter injetado 1,2 trilhão de iuanes (cerca de US$ 173 bilhões).

A economia chinesa está em grande parte paralisada pelas medidas de quarentena e por drásticas restrições de movimento adotadas pelo governo para controlar a epidemia de COVID-19.

Várias pequenas empresas ficaram sem abastecimento, sem trabalhadores e sem clientes e têm dificuldade em relançar a produção, enfrentando, assim, problemas de caixa.

No sábado, a CBRC, a comissão que regulamenta o setor bancário, solicitou aos bancos comerciais que aumentem o crédito às empresas a taxas de juros razoáveis.

A CBRC alertou que as empresas não devem se endividar "cegamente" e pediu aos bancos que adiem as datas de pagamento, ou reduzam as taxas de juros.

No sábado, o Banco Central disse que vai tolerar um percentual ligeiramente mais alto de "dívidas duvidosas".

Nesta segunda, as bolsas responderam positivamente ao anúncio do Banco Central. A de Xangai fechou em alta de 2%, e a de Shenzhen, em mais de 3%.

A corretora Wanlong Securities considerou que o Banco Central adotou uma "baixa de taxa de juros disfarçada".

Essas medidas podem ser insuficientes, porém, estimou Evans-Pritchard, antecipando novos anúncios.

De acordo com um painel de analistas consultados pela agência Bloomberg, o Banco Central poderá reduzir em breve outra taxa importante, na quinta-feira, a "loan prime rate", referência da taxa mais baixa que os bancos podem oferecer a empresas e famílias.

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