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Correio Braziliense

Investimento espanhol pode crescer no país

Apesar do interesse, a falta de infraestrutura é apontada como problema para estrangeiros investirem no Brasil


postado em 19/02/2020 10:03

A desaceleração econômica é um dos entraves de investimentos estrangeiros no país(foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
A desaceleração econômica é um dos entraves de investimentos estrangeiros no país (foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
Estudo divulgado pela IE Business School e outras instituições aponta que o Brasil é um dos países da América Latina com potencial para crescimento de investimentos de empresas espanholas em 2020. Mas a falta de infraestrutura é apontada como problema. Na análise das empresas, o comportamento da economia brasileira para este ano é apenas o oitavo melhor, atrás de países como Peru e Panamá. Quem lidera a lista é a Colômbia. A Venezuela aparece em último lugar.

Entre as principais ameaças ou riscos para os investimentos na América Latina, as companhias consultadas revelaram que a instabilidade política é a principal. Argentina, Chile e Venezuela são citados como exemplos do problema.

Em segundo lugar está a desaceleração econômica, seguida pela instabilidade jurídica. Em menor nível de importância está a infraestrutura deficiente, onde o Brasil é citado, ao lado da Costa Rica.

Apesar disso, o Brasil está entre os países onde as empresas espanholas pretendem aumentar seu investimento neste ano. Em 2019, o país foi o terceiro com maior presença de companhias espanholas, com 57% das empresas consultadas. Perde apenas para México, com 82% e Colômbia e Peru, empatados em segundo com 62%. Cuba e Paraguai ocuparam as últimas colocações, com 10%.

O acordo comercial entre União Europeia e Mercosul — concluído em nível diplomático, mas ainda pendente de ratificação pelos governos — foi visto como positivo por 93% das companhias. O mercado interno na América Latina foi apontado por 77% das empresas como maior vantagem competitiva para os investimentos em 2020.

No entanto, a percentagem de empresas que projetaram um 2020 desfavorável para os negócios na Ibero-América é o mais alto dos últimos cinco anos. Delas, 65% disseram que aumentarão os investimentos na região. Em 2019, a percentagem era de 76%. Outras 32% manterão os investimentos como estão e 3% disseram que diminuirão.

De acordo com o vice-presidente de Relações Externas da IE Business School, Gonzalo Garland, isso pode ser explicado pelo fato de que questionários-base para o estudo foram feitos antes do acordo comercial entre Estados Unidos e China e as eleições de dezembro no Reino Unido.

O estudo traz contribuições de jornalistas latino-americanos, que falam de seus respectivos países. Representando o Brasil, o editor-executivo do Correio Braziliense, Vicente Nunes, ressaltou que as perspectivas econômicas do país são muito favoráveis. Ele cita as privatizações, o controle da inflação e as reformas estruturais como pontos positivos para atrair investimentos. Além disso, destaca que o Brasil possui um mercado de consumo de mais de 150 milhões de pessoas e uma democracia sólida.

*Estagiário sob a supervisão de Odail Figueiredo

Avaliação

Qual é sua visão/análise da situação econômica 
geral para 2020 nos seguintes países?

(Escala de zero a cinco)

1 Colômbia 3,75
2 Peru 3,65
3 Panamá 3,62
4 Costa Rica 3,61
5 República Dominicana 3,55
6 Uruguai 3,40
7 México 3,27
8 Brasil 3,17
9 Chile 3,06

Fonte: IE Business School

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