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Correio Braziliense

Modelagem para privatização da Eletrobras está quase pronta, diz Mattar

Expectativa do secretário de Desestatização é capitalizar estatal ainda este ano. Ele afirma que o governo prepara um decreto para acelerar desestatizações


postado em 19/02/2020 15:58

Governo desistiu de encaminhar ao Congresso o chamado
Governo desistiu de encaminhar ao Congresso o chamado "fast track" (foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
A capitalização da Eletrobras é prioridade do governo, que espera realizar a venda de parte das ações da estatal ainda este ano, afirmou o secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, após deixar a 12ª reunião do Conselho do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), nesta quarta-feira (19/2). "Estamos elaborando com os senadores uma modelagem muito transparente. Em uma ou duas semanas teremos isso pronto para o Projeto de Lei tramitar", destacou.

 

O modelo defendido pelo governo explicou Mattar, é a capitalização. "O governo vai perder o controle da companhia. Hoje, a Eletrobras, entre geração e transmissão, tem necessidade de fazer investimentos da ordem de R$ 15 bilhões para manter o seu tamanho e o seu market share (participação no mercado). Mas só é capaz de gerar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões. Dentro do modelo de capitalização, o governo perde o controle para que iniciativa privada possa investir esses R$ 15 bilhões", afirmou.

 

Segundo Mattar, quando o ministro Paulo Guedes (da Economia) fala 'mais Brasil e menos Brasília', quer dizer mais privado e menos público. “Se o governo tivesse R$ 15 bilhões ou R$ 11 bilhões para fazer os investimentos necessários, preferiria alocar esses recursos na qualidade de vida do cidadão, em postos de saúde, mais presídios, melhoria da merenda escolar. Colocar em um investimento no qual o privado tem dinheiro sobrando, não faz sentido”, justificou.

 

“A capitalização que leva a perda de controle de certa forma é uma privatização”, explicou. Mattar ressaltou que o Estado custa cinco meses de trabalho do brasileiros. “Isso faz parte da nossa redução do tamanho do Estado. Hoje o PIB (produto interno bruto) depende muito mais do privado do que público. É isso que queremos. Quem gera riqueza é o setor privado”, reforçou,

 

Sem fast track

O secretário afirmou também que o governo desistiu de encaminhar ao Congresso o chamado "fast track" (via mais rápida) para a venda de estatais, "para não queimar capital político". 'Vamos fazer um decreto de governança para que a gente possa fazer uma avaliação das empresas", disse. Segundo ele, o fato de o PPI ter sido transferido da Casa Civil para o Ministério da Economia fará com que "tudo ande mais rápido".

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