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Correio Braziliense

Petrobras reajusta preços e gasolina deve ficar mais cara nesta quinta

Reajuste será de 3% nas distribuidoras


postado em 19/02/2020 18:29 / atualizado em 20/02/2020 10:31

(foto: Rafaela Gonçalves/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Rafaela Gonçalves/Esp. CB/D.A Press)
Depois dos postos do Distrito Federal reduzirem em R$ 0,20 por litro, o preço da gasolina deve voltar a aumentar nesta quinta-feira (20/2). A Petrobras confirmou que reajustará o valor do litro da gasolina em R$ 0,0512 nas distribuidoras, o que equivale a 3%. O preço do diesel não sofrerá alterações. 

 

O último ajuste feito pela empresa tinha sido em 6 de fevereiro, quando os valores foram reduzidos em R$ 0,0756, na gasolina, e em R$ 0,0917, no diesel. Preço médio da gasolina entre os dias 9 e 15 de fevereiro em Brasília era de R$ 4,39, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

 

Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis DF), a diferença nas bombas de combustíveis brasilienses deve ser de três centavos. O presidente do sindicato, Paulo Tavares, explica que a alta tem a ver com dois fatores. O primeiro é a disparada do dólar, que bateu os R$ 4,37 ao longo da quarta-feira. A moeda norte americana fechou o dia sendo vendida a R$ 4,36. 

 

“O barril de petróleo baixou, mas o dólar subiu muito. Se o barril também estivesse alto, o preço com certeza estaria maior”, explica Paulo. Apesar da alta, ele afirma que, em Brasília, o preço da gasolina está abaixo da pauta. “O GDF pesquisa o preço médio dos combustíveis. Esse preço está muito abaixo do que estava sendo praticado há trinta dias”, afirma o presidente.

 

Outro fator a ser considerado, segundo Tavares, é a preocupação com o novo coronavírus, o Covid-19. De acordo com um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), a demanda global por petróleo neste início de ano foi fortemente afetada pelo surto. 

 

Os produtores de petróleo, segundo a Agência, esperavam um equilíbrio no segundo semestre de 2020. Agora, o risco causado pelo novo coronavírus levou os países que compõem a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) a considerar um corte na produção.

 

Em evento realizado no início de fevereiro na Bolsa de Valores, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, declarou que o vírus aumentara o preço do petróleo, mas que as exportações da estatal brasileira não tinham sido prejudicadas. “O coronavírus representa um choque de demanda que acaba se transformando em um choque de oferta. Nós temos fábricas fechadas em 20 províncias na China”, afirmou Castello Branco na ocasião.

 

Nesta semana, o governo chinês anunciou que fará esforços para ajudar empresas a retomar suas atividades nas fábricas que foram fechadas, o que gerou otimismo no mercado internacional. 

 

Nesta quarta-feira (19/2), os postos do DF anunciaram uma “guerra de preços” e passaram a oferecer a gasolina até em R$ 0,20 mais barato, mesmo com prejuízos. 

 

Este é o 19° dia de greve dos petroleiros  que, de acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), tem adesão  de mais de 60% dos funcionários da área operacional da Petrobras, o que contabiliza 21 mil trabalhadores. O motivo do movimento são demissões em uma fábrica no Paraná, a privatização de ativos da Petrobrase a política de preços da estatal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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