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Correio Braziliense

Petroleiros decidem suspender temporariamente greve

Após assembleias desta quinta-feira (20/2), categoria aprova recomendação da FUP de suspender temporariamente a paralisação e aceita mediação do TST


postado em 20/02/2020 19:24

(foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
(foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Após assembleias, os petroleiros decidiram, nesta quinta-feira (20/2), suspender temporariamente a greve que durou 20 dias e aceitaram a mediação marcada para sexta-feira pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). A indicação foi da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Com isso, os petroleiros reforçam sua disposição em dialogar com a Petrobras em audiência de conciliação proposta pelo ministro Ives Gandra, do TST. Quatro integrantes da Comissão Permanente de Negociação — Deyvid Bacelar, Cibele Vieira, Tadeu Porto e José Genivaldo da Silva, da FUP, e Ademir Jacinto, do Sindiquímica-PR — virão a Brasília para participar da mediação, que contará também com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT).

A greve nacional dos petroleiros foi motivada pelo descumprimento de cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) fechado com a Petrobras em novembro do ano passado e mediado pelo próprio TST. Uma das cláusulas do acordo, a 26, prevê que qualquer demissão coletiva tem de ser negociada com antecedência com os sindicatos. Contudo, a Petrobras anunciou o fechamento da Fafen-PR em 14 de janeiro e a demissão de seus 1.000 trabalhadores sem qualquer comunicado ou negociação prévia.

Os sindicalistas dizem ainda que a empresa não vem cumprindo questões pendentes atreladas ao ACT, como a criação de grupos de trabalho para discutir tabela de turnos e outros direitos dos trabalhadores. Na última terça-feira (18/2), a  desembargadora Rosalie Michaele Bacila Batista, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9ª Região, no Paraná, determinou a suspensão da demissão de trabalhadores da Fafen-PR até a próxima audiência do órgão, marcada para 6 de março.

Com a decisão do TRT do Paraná, o ministro Ives Gandra, do TST, sinalizou sua disposição em mediar o impasse entre os petroleiros e a Petrobras, mas condicionou o encontro à suspensão da greve. Em sua avaliação, a categoria considerou a proposta positiva e optou por acatar

a sugestão do TST. “Decidimos manter o nível de mobilização até hoje, para chegarmos a essa negociação fortalecidos. Indicamos a suspensão provisória da greve, para que possamos nos sentar à mesa e negociar com a Petrobras, sob mediação do TST e do MPT”, ressaltou o diretor da FUP, Deyvid Bacelar.

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