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Correio Braziliense

Dívida pública recua 0,45% em janeiro e cai para R$ 4,22 trilhões

Segundo o Tesouro Nacional, que divulgou os números nesta quinta-feira, o resultado reflete vencimento elevado de títulos. Em dezembro, a dívida estava em R$ 4,24 trilhões


postado em 27/02/2020 15:54 / atualizado em 27/02/2020 16:42

Do total, a emissão de títulos pelo governo (mecanismo usado para se financiar) somou R$ 63,3 bilhões em janeiro, resultando num saldo de resgate líquido de R$ 58,61 bilhões(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
Do total, a emissão de títulos pelo governo (mecanismo usado para se financiar) somou R$ 63,3 bilhões em janeiro, resultando num saldo de resgate líquido de R$ 58,61 bilhões (foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
O elevado número de títulos públicos com vencimento em janeiro fez a dívida pública recuar 0,45% no mês passado, passando de R$ 4,24 trilhões para R$ 4,22 trilhões, divulgou nesta quinta-feira (27/2), a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Economia. Luiz Felipe Vital, coordenador geral de operações da dívida pública, explicou que, no período, os vencimentos totalizaram R$ 122,28 bilhões.

Desse total, a emissão de títulos pelo governo (mecanismo usado para se financiar) somou R$ 63,3 bilhões em janeiro, resultando num saldo de resgate líquido de R$ 58,61 bilhões. Segundo Vital, a participação de investidores estrangeiros na dívida interna aumentou um pouco em janeiro. Os não residentes no país detêm 10,89% da dívida total, o equivalente a R$ 441 bilhões, ante 10,43% ou R$ 425 bilhões em dezembro do ano passado. 

“Os principais compradores são fundos de investimentos e de previdência. Juntos, detêm mais da  metade da dívida pública”, disse Vital. Os fundos de investimento participam com 26,95% do total, o equivalente R$ 1,09 trilhão, já os fundos de previdência têm uma representatividade de 25%, com R$ 1,01 trilhão. Instituições financeiras detêm 23,71%, ou seja, R$ 962 bilhões. 

“Desde o início do ano, tínhamos discussões sobre coronavírus e o impacto na atividade global. Houve questões geopolíticas. Para os emergentes foi um mês ruim”, avaliou. Vital explicou que, se olhar no curto e médio prazos, a curva de juros mostrou queda. Mas, na parte de juros longos, que reagem mais a câmbio e risco internacional, essa curva ganhou inclinação e não foi tão boa”, explicou.

Na conjuntura para fevereiro, segundo o coordenador, há uma tendência de repetição, com juros mais baixos no curto prazo e aumento, na margem (sobre o mês anterior), nos juros mais longos. “A gente vê isso de forma saudável”, disse. 

Em sua avaliação do mercado global, Vital assinalou que há um sentimento de aversão a risco. “Quando isso ocorre, em geral, vem combinado com uma queda nas treasures (títulos emitidos por tesouros nacionais) e nas bolsas do mundo todo. Os emergentes têm uma piora nessa aversão ao risco”, acrescentou.

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