Economia

Investimento direto no país cai 21% em fevereiro

De acordo com dados do Banco Central, entrada líquida do IDP somou US$ 6 bilhões no mês passado e, no acumulado em 12 meses volume somou US$ 76,7 bilhões

Rosana Hessel
postado em 25/03/2020 12:09
De acordo com dados do Banco Central, entrada líquida do IDP somou US$ 6 bilhões no mês passado e, no acumulado em 12 meses volume somou US$ 76,7 bilhõesO ingresso de capital estrangeiro no Brasil está perdendo força neste começo de ano, conforme dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira (25/03). Segundo a autoridade monetária, a entrada líquida de investimento direito no país (IDP) foi de US$ 6 bilhões em fevereiro, uma queda de 21% em relação aos US$ 7,6 bilhões no mesmo intervalo de 2019.

No acumulado em 12 meses, o saldo de entradas líquidas do IDP foi de US$ 76,7 bilhões, ou 4,22% do PIB, dado 2% abaixo dos US$ 78,3 bilhões no mês anterior. Para março, o BC prevê a entrada líquida US$ 7 bilhões em investimentos no país.

A queda na entrada de investimentos no país ajudou para o aumento do deficit em conta corrente do país com o resto do mundo. O saldo ficou negativo em US$ 15,8 bilhões, no primeiro bimestre do ano, registrando aumento de 27,5% sobre o registrado no mesmo período do ano passado. É o pior resultado para os primeiros dois meses do ano desde 2015, segundo dados do BC. Em fevereiro, o deficit cresceu 18,2% na comparação anual, para US$ 3,9 bilhões.

No acumulado em 12 meses, o rombo das contas externas brasileiras, no acumulado em 12 meses, somou US$ 52,9 bilhões, o equivalente a 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB), acima do rombo de US$ 52,3 bilhões em janeiro.

Reservas


O estoque das reservas internacionais atingiu US$ 362,5 bilhões em fevereiro de 2020. Esse montante cresceu US$ 3,1 bilhões em relação à posição de janeiro, principalmente, devido à variação por preço, que gerou ganhos de US$ 2,5 bilhões, segundo a autoridade monetária. A receita de juros adicionou US$ 549 milhões ao estoque, enquanto a variação por paridades contribuiu para uma redução de US$ 460 milhões. No primeiro bimestre do ano, os ganhos com preço de títulos acumulam US$ 4,6 bilhões.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação