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Correio Braziliense

G20 injetará US$ 5 trilhões na economia para combate ao coronavírus

O comunicado foi divulgado após a reunião de emergência presidida pelo rei Salman da Arábia Saudita


postado em 26/03/2020 12:29 / atualizado em 26/03/2020 15:24

(foto: FAYEZ NURELDINE/AFP)
(foto: FAYEZ NURELDINE/AFP)
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou na manhã desta quinta-feira (26) da reunião virtual dos líderes do G20. A reunião de emergência, organizada pela Arábia Saudita, na presidência rotativa do grupo das maiores economias do mundo, teve por objetivo discutir ações de combate ao coronavírus. Em comunicado conjunto, o G20 afirmou que fará “o que for preciso” para superar os efeitos do Covid-19 e informou que injetará US$ 5 trilhões (equivalente a R$ 25 trilhões) nos sistemas de saúde e na economia global através de medidas nacionais como parte de seus esforços para diminuir o impacto da doença.

 

Em nota, o grupo dos países mais ricos do mundo afirmou que estão fortemente comprometidos a buscar “financiamento adequado” para conter a pandemia, expandir a capacidade industrial, assegurar remédios a preços acessíveis com oferta ampla, e a adotar medidas para “restaurar a confiança, preservar a estabilidade e retomar o crescimento”. 

 

Eles afirmam ainda que a pandemia é um lembrete poderoso da interconectividade e vulnerabilidade dos países. “O vírus não respeita fronteiras. O combate a esta pandemia exige uma resposta global com espírito de solidariedade, que seja transparente, robusta, coordenada, de larga escala e baseada na ciência. Estamos fortemente comprometidos a apresentar uma frente unida contra essa ameaça comum”.

 

O grupo disse também que não poupará esforços, individuais ou coletivos, para:

 

Proteger vidas;

 

Salvaguardar os empregos e a renda das pessoas;

 

Restaurar a confiança, preservar a estabilidade financeira, reativar o crescimento e recuperar-se mais forte;

 

Minimizar interrupções no comércio e nas cadeias de suprimentos globais;

 

Prestar ajuda a todos os países que precisem de assistência;

 

Coordenar medidas de saúde pública e financeiras.

 

Em outro trecho, o grupo diz: "Estamos adotando medidas imediatas e vigorosas para apoiar nossas economias; proteger trabalhadores, empresas - especialmente micro, pequenas e médias empresas - e os setores mais afetados; e amparar os vulneráveis com proteção social adequada. Estamos injetando mais de 4.8 trilhões de dólares na economia global, como parte de medidas econômicas e fiscais específicas e de esquemas de garantia para combater os impactos sociais, econômicos e financeiros da pandemia", apontou.

 

Por fim, o grupo solicitou ao seus ministros das finanças e governadores de Bancos Centrais para que desenvolvam um plano de ação coordenado pelo G20 em resposta ao COVID-19 e trabalhem em estreita colaboração com organizações internacionais para fornecer rapidamente a assistência financeira internacional apropriada.

 

Hidroxicloroquina

 

Durante a reunião por videoconferência com o G20, Bolsonaro deixou uma caixa de Reuquinol (hidroxicloroquina) sob sua mesa. As imagens foram divulgadas pelo Palácio do Planalto. Bolsonaro defendeu o avanço das pesquisas sobre a medicação, ainda inconclusivas.

 

 

 

Em discurso no último dia 24, Bolsonaro voltou a falar da cloroquina, que ainda não tem eficácia comprovado contra o vírus. “Enquanto estou falando, o mundo busca um tratamento para a doença. O FDA americano e o Albert Einstein em São Paulo, buscam a comprovação da eficácia da cloroquina no tratamento do Covid-19.  Nosso governo tem recebido notícias positivas sobre esse remédio fabricado no Brasil, largamente utilizado no combate à malária, ao lúpus e artrite. Acredito em Deus, que capacitará cientistas e pesquisadores do Brasil e do mundo na cura dessa doença”, disse. 

 

 

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