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Correio Braziliense

Bolsa têm alta em terceiro pregão consecutivo e dólar fecha abaixo dos R$ 5

No exterior o Dow Jones saltou 6,38%, chegando a sua maior alta acumulada de três pregões desde 1931.


postado em 26/03/2020 18:16

(foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil.)
(foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil.)
Ainda reagindo aos estímulos econômicos globais na tentativa de conter os impactos econômicos do coronavírus, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) registrou alta pelo terceiro pregão consecutivo e caminha para fechar a primeira semana em positivo desde fevereiro. O índice terminou com ganhos de 3,67% a 77.709 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 30,1 bilhões. Já o dólar comercial fechou  abaixo de R$ 5,00 pela primeira desde 13 de março, a moeda americana teve queda de 0,75%, a R$ 4,99. No exterior o Dow Jones saltou 6,38%, chegando a sua maior alta acumulada de três pregões desde 1931. 

As bolsas aceleraram ganhos com expectativas de que a Câmara de Representantes nos Estados Unidos irá impor menos entraves à votação do pacote de US$ 2 trilhões aprovado no Senado para combater o coronavírus. Depois da explosão no número de desempregados divulgada hoje, com os  pedidos de seguro-desemprego no país dispararam de 282 mil na semana encerrada no dia 13 para 3,28 milhões na semana passada, os investidores esperam que a medida passe mais rápido. No Senado, o pacote já foi aprovado com unanimidade. 

O índice acionário brasileiro chegou a registrar alta mais expressiva, mas diminuiu ganhos em meio a instabilidade política no cenário doméstico. Por aqui o presidente Jair Bolsonaro voltou a ir contra as medidas adotadas pela maior parte dos estados no combate ao coronavírus e chegou a propor um “isolamento vertical”, só para idosos e doentes. Bolsonaro foi rechaçado por antigos aliados que discordam de seu posicionamento, além de técnicos da Saúde e o próprio presidente da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o  economista da G2W Investimentos, Vitor Hugo Fonseca o foco está nos incentivos da política monetária, mas a crise política brasileira está em segundo plano. “Nesses últimos dias os olhos estão voltados para esse empenho do governos em implantarem medidas para conter o impacto econômico do coronavírus. Essa eventual rachadura do presidente com os governadores, câmara e senado ainda não é o ponto principal de preocupação. O que o mercado espera mesmo e é o mais importante são as ações que o governo vai tomar aqui, já que até agora não tivemos nenhuma injeção direta de capital”, avaliou. 

Entre os indicadores nacionais, foi divulgado o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que teve um crescimento de 0,24% em janeiro na comparação com o mês anterior. O número veio abaixo da expectativa mediana dos economistas, que apontavam um avanço de 0,4%. O indicador ainda não precificou os impactos causados pelo coronavírus, que vieram a tona em fevereiro, o que segundo os analistas já leva a entender que os próximos números serão ainda mais fracos. Em dezembro, o IBC-Br registrou uma contração de 0,27%. Já na base anual, o IBC-Br teve uma expansão de 0,69%, enquanto o mercado esperava um avanço de 1,05%.

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