Economia

Caixa deve liderar pagamento do coronavoucher e propor escalonamento

O presidente da instituição, Pedro Guimarães, informou que o banco já está discutindo com o Ministério da Economia e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como será feita a operacionalização do pagamento de R$ 600 a trabalhadores informais

Augusto Fernandes
postado em 27/03/2020 14:37
O presidente da instituição, Pedro Guimarães, informou que o banco já está discutindo com o Ministério da Economia e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como será feita a operacionalização do pagamento de R$ 600 a trabalhadores informaisA Caixa Econômica Federal deve ser uma das instituições a comandar o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 aos trabalhadores informais, o chamado ;coronavoucher;. A medida, que foi aprovada pela Câmara na quinta-feira (26/3), foi pensada como forma de auxiliar as pessoas de baixa renda no Brasil em razão da pandemia de Covid-19 e prevê o repasse do valor durante o período de três meses. Para entrar em vigor, ela ainda precisa do aval do Senado, que deve analisar a matéria na semana que vem.

De acordo com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o banco já estuda com o Ministério da Economia e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como será feita a operacionalização do pagamento. Apesar de a Caixa não fazer parte, necessariamente, desta linha emergencial, ele disse que ;certamente, se houver qualquer necessidade, nós entraremos;, visto o potencial de alcance do banco ao redor do país.

;Não existe nenhum banco, mas nem de perto, no Brasil, que tenha 26 mil pontos de venda (como a Caixa tem). E o que é importante nosso? Vários milhões de brasileiros não têm conta em banco. Onde eles irão? Na Caixa ou nos lotéricos. Porque os lotéricos abrem no sábado ou mais tarde, e estão em lugares que nenhum banco está. No ano passado, nós pagamos 60 milhões de pessoas no saque imediato do FGTS. Então, a escolha da Caixa ajudar é sempre natural, porque nós conversamos com a população. Embora, claramente, o INSS vai fazer e outros bancos podem ajudar;, explicou Guimarães nesta sexta-feira (27/3), em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Uma eventual decisão, contudo, será anunciada apenas na próxima semana pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O presidente da Caixa destacou que ainda falta a votação do projeto no Senado e a publicação de um decreto no Diário Oficial da União assinado pelo presidente Jair Bolsonaro com as regras para o pagamento do coronavoucher.

De todo modo, caso a Caixa seja escolhida para efetuar os repasses, é provável que o banco proponha um calendário de escalonamento dos pagamentos, como forma de evitar possíveis aglomerações nas agências bancárias ou casas lotéricas.

;Provavelmente, será da mesma maneira que fizemos no saque imediato (das contas inativas) do FGTS. Exatamente para evitar que 30 mil, 40 mil pessoas vão na mesma hora, no mesmo dia e na mesma agência. Provavelmente, faremos um escalonamento, sim. Terá um calendário;, comentou Guimarães.

Na estimativa dele, cerca de 20% das pessoas que terão direito a receber os R$ 600 por três meses já têm conta na Caixa. Dessa forma, eles receberão o valor imediatamente. Para o restante, de acordo com Guimarães, é provável que a Caixa faça a transferência do valor para outras instituições bancárias sem a cobrança de taxas.
[SAIBAMAIS]

;Hoje, nós temos o aplicativo do FGTS e transferimos para qualquer banco de graça. Então, o objetivo, neste momento, é ajudar a população e nós estamos trabalhando num aplicativo, Nós poderemos realizar a transferência para qualquer banco de graça. Estamos discutindo com o INSS, que é quem vai operacionalizar a base de pessoas, mas sim, se o cliente tiver conta em outro banco, certamente nós vamos facilitar ao máximo (a transferência);, garantiu.

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