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Correio Braziliense

Coronavírus: Caixa pode prorrogar suspensão dos pagamentos da casa própria

A prorrogação, segundo o presidente da Caixa, será confirmada caso a pandemia se prorrogue por mais tempo que o esperado no Brasil


postado em 27/03/2020 16:34

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, afirmou nesta sexta-feira (27) que a suspensão do pagamento das parcelas da casa própria, que foi anunciada na semana passada dentro d pacote de enfrentamento econômico ao coronavírus, pode ser estendida por até seis meses. A prorrogação, segundo ele, será confirma caso a pandemia se prorrogue por mais tempo que o esperado no Brasil.

"Se a crise se intensificar, vamos continuar postergando. Faremos para quatro, cinco ou até seis meses", afirmou Pedro Guimarães, em coletiva de imprensa realizada no Palácio do Planalto nesta sexta-feira (27). 

Ele lembrou que a possibilidade de suspender temporariamente o pagamento dos financiamentos habitacionais foi anunciada na semana passada pela Caixa com o intuito de permitir que os brasileiros que tiveram a renda afetada pela pandemia do coronavírus possam passar por esse momento sem entrar na inadimplência. A medida, inicialmente, valeria por dois meses. Mas, ontem, foi estendida para três meses. E, segundo Guimarães, pode ser prorrogada novamente caso seja preciso para até seis meses - o prazo máximo que hoje é permitido pelo Banco Central (BC).

O presidente da Caixa Econômica Federal ainda disse que, desde o anúncio da medida, mais de 800 mil famílias já negociaram a suspensão temporária do pagamento das prestações da casa própria pelos canais virtuais do banco.

Pedro Guimarães ainda disse que, nessa última semana, o banco emprestou mais de R$ 20 bilhões para os trabalhadores e as empresas que têm tentado enfrentar o atual momento de desaceleração econômica. E lembrou que, por conta disso, a Caixa reduziu as taxas de juros do do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito para 2,9% ao ano - isto é, para uma taxa inferior à taxa básica de juros (Selic), que está na mínima histórica de 3,75% ao ano. A redução foi anunciada na noite dessa quinta-feira (26) na live do presidente Jair Bolsonaro.

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