Economia

Ação pede que população em situação de rua possa usar prédios abandonados

Caso a proposta seja aceita pela PBH, pelo menos 700 pessoas em situação de rua que desejarem fazer o isolamento social devido ao coronavírus poderiam ser abrigadas

Simone Kafruni
postado em 31/03/2020 11:35
 (foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)
Caso a proposta seja aceita pela PBH, pelo menos 700 pessoas em situação de rua que desejarem fazer o isolamento social devido ao coronavírus poderiam ser abrigadasPastorais, Organizações não-governamentais (ONGs) e entidades enviaram, nesta segunda-feira (30/03), um requerimento conjunto para o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, pedindo que a população em situação de rua fique em edifícios abandonados durante a pandemia de coronavírus. A medida pretende garantir um abrigo emergencial àqueles que não têm moradia.

Segundo o ofício, todos os abrigos de BH já estão com a lotação máxima, por isso, algumas pessoas em situação de rua estão mais expostas ao vírus. Como a maneira mais eficaz de combater o COVID-19 é pelo isolamento social, a ação pede que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) amplie a oferta de acolhimento emergencial.
[SAIBAMAIS]

Caso a proposta seja aceita pela PBH, pelo menos 700 pessoas em situação de rua que desejarem fazer a quarentena poderão ser abrigadas. A ação complementa que a prefeitura deve garantir alimentação diária e oferecer serviços essenciais para a permanência digna nos locais. Além disso, cabe a PBH identificar quais são os edifícios ociosos e avaliar as condições do local.

Para completar, o requerimento conjunto pede que a PBH faça um Comitê Gestor, composto pela sociedade civil e pelo poder público, para administrar a ação.

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