Economia

Queda no tráfego aéreo mundial foi de 14,1% em fevereiro, diz Iata

O dado representa o maior declínio no setor desde o fatídico 11 de setembro de 2001, quando aviões se chocaram contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington

Simone Kafruni
postado em 02/04/2020 14:05
 (foto:  Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
O dado representa o maior declínio no setor desde o fatídico 11 de setembro de 2001, quando aviões se chocaram contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em WashingtonA Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) divulgou, nesta quinta-feira (2/4), o dados de tráfego de passageiros de fevereiro de 2020, mostrando que a demanda caiu 14,1% em relação ao mesmo mês de 2019. O dado é em RPK, métrica que mostra o número de quilômetros percorridos pelos passageiros pagantes, portanto o cálculo é feito multiplicando o número de passageiros pagantes pela distância total percorrida.

Esse foi o maior declínio no tráfego desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, quando aeronaves colidiram contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington. Segundo a Iata, os dados refletiram o colapso das viagens domésticas na China e a queda acentuada da demanda internacional de/para na região da Ásia-Pacífico, devido à disseminação da Covid-19 e restrições de viagem impostas pelo governo.

[SAIBAMAIS]A capacidade de fevereiro, medida por assentos disponíveis por quilômetros percorridos (ASK) caiu 8,7%, à medida que as companhias aéreas tentavam reduzir a capacidade de acordo com o tráfego em queda. A ocupação caiu 4,8 pontos percentuais, para 75,9%.

;As companhias aéreas foram atingidas por uma marreta chamada Covid-19 em fevereiro. As fronteiras foram fechadas esforço para impedir a propagação do vírus. E o impacto na aviação deixou as companhias aéreas com pouco a fazer exceto cortar custos e tomar medidas de emergência na tentativa de sobreviver nessas situações extraordinárias circunstâncias. A queda global de 14,1% na demanda é severa, mas, para as operadoras na Ásia-Pacífico, a retração foi de 41%. E isso só piorou. Sem dúvida, esta é a maior crise que a indústria já enfrentou;, disse Alexandre de Juniac, diretor geral e CEO da Iata.

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