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Correio Braziliense

Brasil pode ter 'onda de demissões em massa', diz superintendente do Sebrae

Em entrevista ao CB.Poder, Valdir Oliveira afirmou que há uma 'paralisação na economia' e que o governo federal demorou para intervir


postado em 07/04/2020 16:00 / atualizado em 07/04/2020 16:07

''É um momento de muita gravidade em função dessa crise em que as pessoas pararam suas atividades e foram pro confinamento''(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
''É um momento de muita gravidade em função dessa crise em que as pessoas pararam suas atividades e foram pro confinamento'' (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O superintendente do Sebrae no Distrito Federal, Valdir Oliveira, avaliou que há uma "paralisia na economia" em decorrência da pandemia do novo coronavírus, que pode provocar "uma série de demissões em massa". Ainda conforme Oliveira, o governo federal demorou para intervir e fornecer um auxílio emergencial para a população. As considerações foram feitas nesta terça-feira (7/4), em entrevista ao programa CB.Poder, parceria do Correio com a TV Brasília (assista à íntegra no fim desta reportagem).

 

"Infelizmente o momento é muito ruim, é uma paralisia na economia e isso vai gerar um número de desempregados enorme. Então é um momento de muita gravidade em função dessa crise em que as pessoas pararam suas atividades e foram pro confinamento", destacou. "Mas podemos ter uma série de demissão em massa e ocasionará sequelas terríveis para nossa sociedade", acrescentou.

 

No DF, o comércio está fechado desde 19 de março, após um decreto do governador Ibaneis Rocha (MDB) com intituito de restringir a circulação de pessoas por conta da Covid-19. Segundo o mais recente balanço da Secretaria de Saúde, são 12 mortes e 492 casos confirmados de coronavírus. 


Para Oliveira, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e sua equipe econômica vêm agindo de forma lenta pra diminuir os impactos do coronavírus. "O governo federal demorou muito pra agir na minha visão. Talvez eles não tenham compreendido essa crise. O Estado está demorando para fazer sua intervenção e precisamos fazer com que o dinheiro chegue mais rápido nas mãos da pessoa", frisou, referindo-se ao auxílio emergencial que será pago pelo governo.
 
Ainda conforme Oliveira, a população terá dois momentos diante dos efeitos econômicos da pandemia: o de desespero e o de preparar o futuro. Para sair da situação de medo, o superintendente disse que é preciso renegociar dívidas e jamais pensar em deixar de pagá-las. Ele ainda mencionou que o Sebrae procurará fortalecer o processo de crédito, pois para ele, é isso que essas empresas precisam neste momento para garantir seus futuros. 
 

Assista à entrevista na íntegra:

 
 
*Estagiário sob supervisão de Fernando Jordão 

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