Economia

Ibovespa tem alta de 3,08% e dólar cai 1,2%, cotado a R$ 5,22

Na Europa, a Bolsa de Valores de Paris teve ganhos de 2,12% e a de Londres de 2,19%

Rafaela Gonçalves*
postado em 07/04/2020 17:45
 (foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
Nota de dólarApesar do ambiente ainda de incertezas, o mercado teve mais um dia de ânimo devido à desaceleração do crescimento de casos de coronavírus na Europa e na China. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), registrou ganhos de 3,08% a 76.358 pontos, puxado pelo bom-humor das bolsas no exterior. Na véspera, o índice já havia subido 6,52%. No continente europeu, a Bolsa de Valores de Paris teve ganhos de 2,12% e a de Londres, de 2,19%. Nos Estados Unidos, o S 500, principal indicador de avaliação das ações do mercado norte-americano, registrou leve queda de 0,16%. O dólar também registrou mais uma sessão de recuo. A moeda norte-americana caiu 1,2%, cotada a R$ 5,22.

Pela primeira vez desde janeiro, a China não registrou nenhuma morte pela Covid-19 e há sinais também de que a pandemia está em declínio na Espanha, Itália e Áustria, que será o primeiro país europeu a reabrir o comércio, em 14 de abril. A Itália já projeta a reabertura gradual do comércio e de outras atividades na chamada ;Fase 2; da quarentena. Já no Japão, o primeiro-ministro Shinzo Abe anunciou um novo pacote de US$ 999 bilhões para reativar a economia nipônica, o que também repercutiu positivamente no mercado.

[SAIBAMAIS]Segundo o head de renda variável da Monte Bravo Investimentos, Bruno Madruga, o mercado deve continuar sendo pautado pelo número de casos da doença. ;A diminuição nas mortes é o grande fator que tem movimentado todas as bolsas de valores da Europa, dos Estados Unidos e também países emergentes. O que nos faz crer que o pior já passou por aqui é que o índice brasileiro tem seguido as movimentações das bolsas americanas e uma diminuição de volatilidade. Provavelmente, viveremos agora uma segunda onda do vírus. O que pode trazer uma maior desvalorização é a questão do petróleo no Oriente Médio;, avaliou.
*Estagiária sob supervisão de Fernando Jordão

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