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Correio Braziliense

Auxílio emergencial: Para presidente da Caixa, volume de fraudes é baixo

Segundo Guimarães, o número de fraudes identificadas no pagamentos dos R$ 600 está abaixo das expectativas do banco


postado em 03/06/2020 16:15

(foto: Agência Brasil/Divulgação)
(foto: Agência Brasil/Divulgação)
O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, revelou que o número de fraudes que já foram identificadas no pagamento do auxílio emergencial está abaixo do que era esperado pelo banco. Esse número, porém, é alto: segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), os R$ 600 podem ter sido pagos indevidamente a 8,1 milhões de brasileiros.

"Temos 25% só do que esperávamos de fraude. Então, reduzimos... Há um volume de fraudes inferior ao que esperávamos", afirmou Pedro Guimarães, ao ser questionado sobre os indícios de irregularidade que foram apontados pelo TCU, em live promovida pela Caixa nesta quarta-feira (03/06).

Guimarães alegou que o número de fraudes poderia ter sido maior caso o aplicativo de cadastramento do auxílio emergencial não avaliasse a veracidade dos documentos apresentados pelos brasileiros que querem receber os
R$ 600 e caso a Caixa não fizesse a reanálise desses documentos na hora do saque em espécie do benefício, já nas agências bancárias.

"O percentual de fraude que temos no pagamento é muito baixo. Dos 60 milhões que estamos pagando, o número de fraudes é menos de 0,001%, exatamente por causa da tecnologia, do cuidado da Caixa e pela própria índole dos brasileiros", afirmou.

O presidente da Caixa se referiu, contudo, às fraudes que poderiam ocorrer diante da apresentação de documentos falsos nas agências. E disse que não poderia responder sobre as fraudes cadastrais que vêm sendo identificadas pelo TCU e também pela Controladoria-Geral da União (CGU). Ou seja, ao pagamento dos R$ 600 a pessoas que não têm direito ao benefício, mas conseguiram passar pela avaliação cadastral do governo, como presidiários, foragidos da justiça, doadores de campanha, sócios de empresas e brasileiros que moram no exterior.

Guimarães alegou que a Caixa só é responsável pelo recebimento dos cadastros e pelo pagamento de quem foi aprovado para receber os R$ 600. Cabe à Dataprev e ao Ministério da Cidadania, portanto, avaliar os dados apresentados pelos brasileiros e comparar essas informações com as bases de dados oficiais do governo para identificar quem de fato tem direito ao benefício. 

"De maneira muito clara, temos divisão dos trabalhos. À Caixa, coube a realização do aplicativo de cadastramento. E, como vimos, 107 milhões de pessoas se cadastraram. Ao Ministério da Cidadania e à Dataprev, cabe a análise do cadastro. Depois da análise, a Caixa só recebe uma informação simples: se a pessoa tem direito a receber ou não e se é R$ 600 ou R$ 1,2 mil. Então, depois pagamos", afirmou Guimarães.

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