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Correio Braziliense

Tesouro prevê que dívida pública chegará a 98,2% do PIB no fim do ano

Conforme novas estimativas do Ministério da Economia, que calcula impacto fiscal de R$ 521,3 bilhões no aumento dos gastos com de medidas emergenciais contra a covid-19 até o momento, o indicador permanecerá nesse patamar até 2024


postado em 02/07/2020 12:15 / atualizado em 02/07/2020 12:44

(foto: Divulgação/Tesouro Nacional)
(foto: Divulgação/Tesouro Nacional)
Pelas novas estimativas oficiais do Tesouro Nacional, a dívida pública bruta do governo geral deverá alcançar 98,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no fim de 2020. Esse percentual, de acordo com nota divulgada pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (02/07) deverá permanecer estável nos anos seguintes até 2024, quando a dívida bruta “entraria em trajetória decrescente, encerrando 2029 em 92,2% do PIB”. 

“A relativa estabilidade da dívida entre 2021 e 2024, mesmo diante de déficits primários significativos, se explica pela expectativa de taxas de juros reais baixas e recuperação do crescimento real do PIB”, informou a nota. 

“Há uma curta janela de tempo favorável à dinâmica do endividamento, dentro da qual se pressupõe avanços no ajuste fiscal. Sem isso, esse cenário pode não se concretizar, com riscos relevantes para toda a trajetória”, destacou o texto.

Em 2019, a dívida pública bruta encerrou o ano em 75,8% do PIB.
 
 

Impacto  fiscal


O impacto das medidas de combate  efeitos da covid-19 no resultado das contas públicas soma R$ 521,3 bilhões, o equivalente a 7,5% do PIB, de acordo com dados do Ministério da Economia. Desse montante, R$ 12, 8 bilhões referem-se à queda na receita com tributos devido ao adiamento no pagamento de impostos e à isenção tributária, como a desoneração do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para bens necessários ao combate à pandemia e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que deverá ser prorrogado, de acordo com o secretário de Fazenda, Waldery Rodrigues. 

O maior volume, de R$ 508,5 bilhões, são referentes ao aumento de gasto público, como o auxílio emergencial, que já soma R$ 254 bilhões com o aumento de três para cinco parcelas. Nesse valor estão incluídos R$ 7 bilhões de medidas adicionais em discussão. 

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