Economia

Correio Talks: BC não proibiu Whatsapp de fazer pagamentos, diz Campos Neto

No Correio Talks, o presidente do BC disse que o Facebook Pay pode ser liberado a operar no Brasil assim que mostrar que é competitivo e seguro

Marina Barbosa
postado em 02/07/2020 16:36
No Correio Talks, o presidente do BC disse que o Facebook Pay pode ser liberado a operar no Brasil assim que mostrar que é competitivo e seguroO presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, declarou que o WhatsApp não está proibido de operar o seu serviço de pagamentos no Brasil. Segundo ele, a ferramenta só foi suspensa pela autoridade monetária para que possa ser regulada da maneira adequada, mas poderá ser operada assim que esse processo for concluído.

Campos Neto falou sobre o assunto nesta quinta-feira (02/07), dez dias depois de o BC suspender o sistema de pagamentos do WhatsApp no Brasil, em webinar promovido pelo Correio. "Em nenhum momento o BC proibiu o WhatsApp de funcionar. O que o BC entende é que é um arranjo relevante para a economia e precisa passar pelos mesmos processos de aprovação dos outros arranjos", afirmou o presidente do BC, ao ser questionado sobre o assunto no Correio Talks.

[SAIBAMAIS]Ele explicou que "um arranjo que começa com 120 milhões de clientes não é pequeno". E disse que, por isso, a ferramenta de pagamentos do WhatsApp - batizada de Facebook Pay - não poderia começar a operar sem a regulamentação do BC. "Precisa passar pelo mesmo trilho que os outros. Assim que for comprovado que é um arranjo competitivo e tem a proteção de dados necessária, será aprovado", assegurou.

A concorrência e a proteção de dados do Facebook Pay, por sinal, serão analisados detalhadamente pelo órgão regulador. Afinal, o BC e os outros bancos brasileiros também vêm trabalhando com sistemas de pagamentos digitais e instantâneos como o que o WhatsApp lançou no Brasil. Porém, poderiam ficar para trás nessa disputa caso não haja uma regulação adequada, já que o aplicativo de mensagens tem uma base de clientes muito maior do que qualquer instituição financeira. Além disso, o BC precisa ter certeza de que a ferramenta vai proteger os dados bancários dos brasileiros clientes para permitir o seu funcionamento no país.

"Só queremos que nos mostrem o arranjo para termos certeza que vai ser competitivo. E tem outro ponto que é a proteção de dados. Entendendo que o sistema é competitivo e que os dados das pessoas serão protegidos de forma adequada, o BC está disposto a autorizar, assim que for seguido o mesmo trilho dos outros arranjos", frisou Campos Neto.

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