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Correio Braziliense

1,1 milhão voltaram ao trabalho ou foram demitidos em apenas 1 semana

Segundo o IBGE, este é o número de trabalhadores que deixaram de estar afastados das suas atividades profissionais por conta da covid-19 na segunda semana de junho


postado em 03/07/2020 15:54

(foto: Gladyston Rodrigues/EM )
(foto: Gladyston Rodrigues/EM )
Com a flexibilização das medidas de distanciamento social, o número de trabalhadores que estão afastados das suas atividades profissionais devido à pandemia do novo coronavírus tem caído país afora. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 1,1 milhão de pessoas saíram dessa situação em apenas uma semana.

O dado se refere à segunda semana de junho e foi divulgado nesta sexta-feira (03/07) pelo IBGE através da Pnad Covid19. A pesquisa explica que, no início de maio, 16,6 milhões de brasileiros estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social. Mas esse número caiu para 13,5 milhões na primeira semana de junho. E reduziu ainda mais, para 12,4 milhões, já na semana seguinte.

O IBGE, contudo, não consegue especificar quanto dessa população efetivamente voltou ao trabalho e quanto acabou sendo demitida. Afinal, o desemprego continua avançando no Brasil, mesmo que em ritmo menos acelerado do que no início da pandemia do novo coronavírus. 

Segundo a Pnad Covid, havia 9,8 milhões de desempregados no Brasil no início de maio. Mas esse número disparou para 11,2 milhões cerca de um mês depois. E cresceu um pouco mais entre a primeira e a segunda semana de junho, chegando a 11,9 milhões de pessoas.

“Em relação à primeira semana de maio, o resultado [a redução do número de pessoas que estavam afastadas do trabalho] pode significar algum retorno ao trabalho, mas também dispensa de pessoal, pois nessa comparação se observa o aumento da população desocupada em dois milhões. Então pode ter ocorrido esses dois efeitos”, avalia a coordenadora da Pnad Covid19, Maria Lucia Viera.

A Pnad Covid19 mostra, por sinal, uma redução, ainda que gradual, no número de brasileiros que se declararam ocupados profissionalmente nesse período. Eram 83,9 milhões de pessoas ocupadas no início de maio, 83,7 milhões no início de junho e 83,5 milhões na semana seguinte. Desses 83,5 milhões de trabalhadores, 8,5 milhões estavam em home office, uma redução de 400 mil pessoas em relação ao observado na semana anterior (8,9 milhões).

Por outro lado, a pesquisa do IBGE revela que também havia 74,9 milhões de pessoas fora da força de trabalho brasileira na segunda semana de junho. E boa parte delas disseram que gostariam de trabalhar, mas não estavam procurando trabalho no momento por causa da pandemia ou porque achavam que não havia emprego na localidade em que moravam: 18,2 milhões de pessoas estavam nessa situação e, segundo os especialistas, podem pressionar a taxa de desemprego nos próximos meses.

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