Economia

Servidores pedem contrapartida

postado em 05/07/2020 04:05

Os servidores estão dispostos a discutir a regulamentação do home office no pós-pandemia já nesta semana, em reunião marcada com a Secretaria de Gestão e Desempenho Pessoal. Presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques explica que, além de reduzir os gastos públicos, o teletrabalho pode trazer benefícios para o funcionalismo e para a população.

;Em alguns casos, o servidor gasta duas horas a menos com o deslocamento para o trabalho. Isso traz qualidade de vida e ainda contribui para a redução do tráfego urbano e da questão ambiental nos grandes centros urbanos;, ressalta Marques. Ele garante que isso não reduz a qualidade do serviço prestado à população. Ao contrário. Ao adotarem o home office, órgãos como a Controladoria Geral da União e a Advocacia Geral da União cobraram até um aumento de eficiência relativo a esse tempo de deslocamento como contrapartida dos servidores. Estudos de avaliação do desempenho dos servidores no trabalho remoto estão sendo realizados pelo governo nesse período de pandemia.

Cautela

Os servidores, porém, pedem contrapartidas do governo para que essa nova forma de trabalho continue sendo produtiva para todos. Querem, por exemplo, a garantia de que os servidores terão os equipamentos e a internet necessários para tocar suas atividades de forma remota. E que poderiam, em alguns casos, equilibrar a redução de gastos com viagens nos últimos meses com o auxílio-transporte e o adicional de periculosidade.

;O trabalho remoto está dando resultados. Mas isso precisa ser analisado com cautela. Hoje, os servidores estão usando os seus equipamentos e a sua internet. Mas, a longo prazo, deveriam receber as condições adequadas de trabalho;, frisa o secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Silva. ;O governo não pode repassar toda essa redução de custos para o servidor;, reforça Marques. O presidente do Fonacate também pede que haja uma avaliação criteriosa na definição de quais viagens a serviço devem ser cortadas, para evitar que atividades de fiscalização e controle não deixem de ser feitas com a periodicidade adequada por conta disso. (MB)


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