Economia

Só 18% das micro e pequenas empresas conseguiram crédito na pandemia

De acordo com o Sebrae, 46% dos pequenos negócios brasileiros já procuraram os bancos para se financiar durante a pandemia de covid-19

Marina Barbosa
postado em 14/07/2020 11:35
 (foto: Divulgação/eSocial)
(foto: Divulgação/eSocial)
Notas de dinheiroCom o início dos empréstimos do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), aumentou o número de pequenos negócios que tentaram obter crédito bancários durante a pandemia do novo coronavírus. A taxa de aprovação desses pedidos de financiamento, contudo, ainda é baixa, segundo o Sebrae.

Pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) explica que, ao longo do mês passado, subiu de 39% para 46% o percentual de micro e pequenas empresas que procuraram um financiamento bancário durante a pandemia. No início da quarentena, essa proporção era de apenas 30%.

Com essa alta da demanda e o Pronampe, a taxa de aceitação dos empréstimos também subiu. Porém, em um ritmo aquém do esperado, segundo o Sebrae, de 16% para apenas 18%.

"Entre os principais motivos para a recusa dos bancos está a negativação; sendo o CPF com restrição a principal razão pela não obtenção de crédito entre os MEI e a negativação no CADIN/Serasa, no caso das ME e EPP", informou o Sebrae.

Também é grande, contudo, o número de empresas que não foram informadas pelos bancos do motivo dessa recusa (14%) e das empresas que ainda sofrem com falta de garantias ou avalistas (10%). Afinal, o Pronampe ainda não chegou a todos os bancos.

[SAIBAMAIS]Entre as instituições privadas, só o Itaú ofereceu os empréstimos do Pronampe a seus clientes. Já nos bancos públicos, os recursos do programa estão acabando rápido, o que faz com que muitas empresas tenham que procurar as linhas tradicionais de financiamento, sem as garantias do Tesouro.

O governo e o Congresso, por sua vez, já discutem formas de aumentar as garantias do Pronampe para resolver esse problema. A ideia é transferir parte dos recursos que ficaram empoçados no programa de financiamento da folha para o programa das micro e pequenas empresas, que se mostrou mais efetivo.

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