Economia

Novo ajuste dos juros será residual, reforça presidente do Banco Central

Copom volta a se encontrar dentro de 15 dias para decidir o rumo da Selic, que está na mínima histórica de 2,25% ao ano devido à crise de covid-19

Marina Barbosa
postado em 20/07/2020 12:51

Campos Neto lembrou que a crise causada pelo novo coronavírus continua a recomendar um ''forte estímulo monetário''O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reforçou nesta segunda-feira (20/07) que, se o Comitê de Política Monetária (Copom) decidir revisar novamente a taxa básica de juros (Selic) devido à crise do novo coronavírus, o ajuste será residual.

"Para as próximas reuniões, o Comitê considera apropriado avaliar os impactos do pandemia, do conjunto de medidas de incentivo ao crédito e recomposição de renda em vigor e prevê que qualquer possível ajuste ao estímulo monetário seria residual", reiterou Campos Neto, em reunião realizada com investidores do Santander nesta segunda-feira.

Como já avisou o Copom, Campos Neto lembrou que a crise causada pelo novo coronavírus continua a recomendar um "forte estímulo monetário". Porém, afirmou que o "espaço restante para o estímulo de política monetária é incerto e deve ser pequeno".

"O Comitê reconhece que a variação de seu balanço de riscos aumentou e que mais informações sobre a evolução da pandemia, bem como um declínio da incerteza, serão essenciais para determinar seus próximos passos", explicou.

O Copom volta a se encontrar dentro de 15 dias para definir o rumo da Selic, que caiu de 4,25% para a mínima histórica de 2,25% ao ano nos últimos meses devido à crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. E a aposta do mercado é que a Selic será novamente reduzida, para 2% ao ano. Afinal, apesar de os indicadores econômicos apontarem para o início de uma reação da economia brasileira em maio e junho, a atividade econômica segue em nível reduzido e a inflação continua abaixo do piso da meta estipulada pelo Copom.

No Boletim Focus desta semana, por exemplo, o mercado prevê que o Produto do Interno Bruto (PIB) do Brasil vai cair 5,95% neste ano. Por isso, projeta uma inflação de 1,72% para o fim do ano, abaixo do piso da meta estipulada pelo Comitê de Política Monetária, que é de 2,5%. E espera que a taxa básica de juros termine o ano em 2%.

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