Economia

Auxílio emergencial: Governo pediu bloqueio de 1,3 milhão de CPFs suspeitos

Segundo o Ministério da Cidadania, bloqueio foi solicitado à Caixa para "realização de uma verificação detalhada" desses CPFs

Marina Barbosa
postado em 22/07/2020 15:47
Auxílio emergencialO Ministério da Cidadania pediu que a Caixa Econômica Federal (CEF) bloqueasse as contas sociais usadas para o pagamento do auxílio emergencial de 1,3 milhão de CPFs diferentes. De acordo com a pasta, esses CPFs serão investigados por suspeita de fraude.

Em nota, o Ministério da Cidadania informou que "enviou à Caixa 1.303.127 números de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) para bloqueio e realização de uma verificação detalhada". Mas destacou que "não é possível ainda afirmar que esses CPFs sejam considerados cancelados ou inelegíveis para receber o benefício".

"Qualquer indício de ilegalidade, em especial na ótica criminal, é imediatamente informado à Polícia Federal e os pagamentos são suspensos", destacou a pasta.

Para apurar essas ilegalidades, o Ministério da Cidadania disse que foi montada "uma nova estratégia de combate a fraudes no Auxílio Emergencial de forma integrada com o Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal (PF) e a Caixa Econômica Federal", cujo "foco principal será na atuação de grupos criminosos".

Segundo a pasta, essa análise vai levar em conta a "renda, patrimônio pessoal e participação em empresas, além de indicadores de irregularidades sistêmicas" dos CPFs suspeitos.

[SAIBAMAIS]O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, havia adiantado nessa terça-feira (21/07) que "centenas de milhares" de contas sociais haviam sido bloqueadas. Isso porque a Caixa percebeu que hackers invadiram algumas contas do Caixa Tem para desviar os recursos do auxílio emergencial e está investigando essa fraude junto com o governo e a Polícia Federal.
Nesta quarta-feira, Guimarães reforçou que "todas as pessoas que receberam o auxílio indevidamente serão punidas por isso". "São contas que não estão recebendo mais porque fazem parte de alguma questão cadastral que o próprio Ministério da Cidadania e a Dataprev verificaram. Essas vão ter que devolver o dinheiro e isso tem consequências graves", afirmou.

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