Economia

Petrobras estabelece plano para desenvolver jazida de Búzios

Estatal tem as chinesas CNOOC e CNPC como sócias no campo adquirido em leilão no fim do ano passado. Definição dos percentuais de cada empresa ainda está em gestação, diz diretoria

Simone Kafruni
postado em 31/07/2020 18:52
Estatal tem as chinesas CNOOC e CNPC como sócias no campo adquirido em leilão no fim do ano passado. Definição dos percentuais de cada empresa ainda está em gestação, diz diretoriaA Petrobras está estabelecendo o plano para desenvolver o campo de Búzios, reserva que arrematou no fim do ano passado, em sociedade com duas empresas chinesas (5% cada uma e 90% a estatal brasileira) no leilão do excedente da cessão onerosa. As empresas estatais da China CNPC e CNOOC fazem parte do consórcio. Segundo o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Carlos Alberto Pereira de Oliveira, o plano de desenvolvimento vai definir o percentual que cada sócio terá. ;Como é uma área regida por dois regimes, cessão onerosa e partilha, serão definidos os percentuais em cada tipo de contrato na assinatura;, disse.

Para a exploração na área de Búzios, a Petrobras contratou oito plataformas. Quatro já estão instaladas, uma chegará em 2022. ;E vamos buscar mais três no mercado. O que vamos definir é o que está no contrato, que prevê que temos que atingir 25% de conteúdo local. Pré-qualificamos algumas empresas, vamos fazer o processo competitivo;, afirmou. O que vai determinar a velocidade dos investimentos da Petrobras na exploração, segundo o diretor, é a geração de caixa, para não aumentar o endividamento.

O diretor de Desenvolvimento da Produção, Rudimar Lorenzatto, explicou que oito empresas foram pré-qualificadas. ;Sempre usando os 25% de conteúdo local, conforme está previsto na lei para o campo de Búzios. Só vamos assinar contratos em 2020 para construção das FPSOs (Floating Production Storage and Offloading, que quer dizer unidade produtiva flutuante, ou plataforma de petrólo). Esperamos que a crise sanitária tenha passado no Brasil e na China e em qualquer lugar do mundo que venha a atender os requisitos técnicos;, assinalou.

Sobre o financiamento das plataformas, a diretora da Área Financeira e de Relacionamento com Investidores, Andrea Marques de Almeida, explicou que há dois leasings e as outras duas serão pagas com recursos próprios da Petrobras. ;Vamos usar os financiamentos que a Petrobras usa, nada especificamente para essas plataformas;, disse.

A diretora admitiu que será difícil reverter o prejuízo da estatal deste ano, acumulado em R$ 51,2 bilhões no primeiro semestre, mas amenizou o discurso. ;Nada é certo. Se conhecesse o cenário de preços do Brent (petróleo) seria mais fácil fazer previsão. Ninguém sabe o cenário dos próximos seis meses, o que a gente sabe é que todas as economias do mundo estão sofrendo com a crise. Vamos ter que esperar para ver o fechamento;, afirmou.

Padrão de Batismo

Além de fazer o requerimento à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para mudar o nome do campo de Lula para Tupi, por decisão judicial, a Petrobras está batizando as novas plataformas com nomes de heróis nacionais. ;O padrão de batismo agora é as plataformas passarem a ter nomes dos heróis nacionais. Já temos a Almirante Barroso e Almirante Tamandaré e Anita Garibaldi;, disse o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. A quarta plataforma se chama Ana Néri, pioneira da enfermagem no Brasil.

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