Economia

Pronampe tem demanda reprimida de R$ 5 bilhões só na Caixa Econômica

Governo espera que o programa libere mais R$ 14 bilhões de crédito para as micro e pequenas empresas a partir do dia 15

Marina Barbosa
postado em 03/08/2020 16:04
Governo espera que o programa libere mais R$ 14 bilhões de crédito para as micro e pequenas empresas a partir do dia 15Os novos empréstimos do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) devem até o próximo dia 15, segundo o Ministério da Economia. Porém, milhares de micro e pequenas empresas já procuraram a Caixa Econômica Federal para tentar garantir uma parcela desse crédito. A demanda já é de R$ 5 bilhões.

"Temos uma demanda de R$ 5 bilhões no Pronampe esperando só a efetivação e a liberação dessa linha. Temos uma demanda reprimida muito grande", informou nesta segunda-feira (03/08), o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Ele lembrou que, na primeira rodada do Pronampe, a Caixa já emprestou R$ 7,3 bilhões às micro e pequenas empresas que são atendidas pelo programa. A expectativa do banco é, portanto, "ultrapassar os R$ 12 bilhões no Pronampe muito em breve".

[SAIBAMAIS]A demanda de novos financiamentos recebida pela Caixa, contudo, representa mais de 1/3 de todo o reforço orçamentário que o programa vai receber. É que o acordo realizado entre o governo federal e o Congresso permitiu a transferência de R$ 12 bilhões do programa de financiamento da folha para o Pronampe, que logo esgotou o seu orçamento inicial de R$ 15,9 bilhões. E a expectativa do governo é que esse repasse permita o financiamento de mais R$ 14 bilhões para os pequenos negócios, já que os recursos do Pronampe representam uma garantia de 85% dessas operações.

A ideia inicial do Ministério da Economia, contudo, era dividir esse limite entre vários bancos, inclusive aqueles que não participaram da primeira rodada de empréstimos, o que pode precisar ser revisto diante da grande demanda recebida pela Caixa.

Na primeira rodada do Pronampe, contudo, a Caixa também foi a responsável pela maior parte dos empréstimos às micro e pequenas empresas. É que o banco foi o primeiro a entrar nesse programa. Só depois o Banco do Brasil e o Itaú aderiram a essa linha de crédito, junto com outras instituições menores. Santander e Bradesco não operaram o programa.

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