Economia

Embraer tem prejuízo de R$ 1,68 bilhão no segundo trimestre

Perda ajustada, com desconto de impostos, foi de R$ 1,07 ante R$ 433,6 milhões no primeiro trimestre. No semestre, o prejuízo líquido da empresa já soma R$ 2,9 bilhões

Simone Kafruni
postado em 05/08/2020 09:38

Fachada da EmbraerNo segundo trimestre do ano, a Embraer apresentou prejuízo de R$ 1,68 bilhão ante perda de R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre. A perda líquida ajustada, excluindo impostos diferidos e itens especiais, foi de R$ 1,07 bilhão ante prejuízo com ajuste de R$ 433,6 milhões no trimestre anterior. No semestre, o prejuízo líquido da empresa já soma R$ 2,9 bilhões, contra um resultado também negativo de R$ 134,7 milhões em igual comparação.

Os resultados do período incluem itens especiais, sem impacto no caixa, que representam um total negativo de R$ 1,06 bilhão, sendo R$ 83,7 milhões de provisão adicional para perdas de crédito esperadas durante a pandemia; R$ 473,6 milhões de impairment na aviação comercial; R$ 542,6 milhões referente ao reconhecimento de depreciação e amortização de períodos anteriores. A companhia teve ganho de R$ 31,3 milhões no valor da participação da Embraer na Republic Airways Holdings.

;A liquidez da companhia permanece sólida e fechou o segundo trimestre com um caixa de R$ 0,9 bilhões, sendo que grande parte da dívida possui vencimento a partir de 2022;, informou. A Embraer também finalizou os termos dos contratos de capital de giro e financiamento à exportação com agências de crédito à exportação no Brasil e nos Estados Unidos e bancos privados e públicos, adicionando um total de até US$ 700 milhões à sua liquidez total.

Os desembolsos dessas novas linhas de financiamento devem ser concluídos no terceiro trimestre, reforçando a posição de caixa da Embraer a partir do segundo semestre de 2020, até 2021.

A Embraer reportou um uso livre de caixa ajustado de R$ 2,5 bilhões, que continuou a ser afetado pelas necessidades de capital de giro na aviação comercial, porém, com uma melhoria em comparação com a queima de caixa ajustada de R$ 2,9 bilhões reportada no primeiro trimestre, principalmente devido a diversas iniciativas de redução de investimentos, controle do capital de giro e diminuição dos custos fixos.

A empresa informou que entregou quatro aeronaves comerciais e 13 executivas (nove jatos leves e quatro grandes) e sua carteira de pedidos firmes alcançou US$ 15,4 bilhões. Excluindo-se os itens especiais, o EBIT1 e EBITDA ajustados foram prejuízos de R$ 753,6 milhões e R$ 624,4 milhões, respectivamente, levando a margens de -26,3% e -21,8%, respectivamente, tendo sido impactados negativamente pelo fraco resultado da aviação comercial. ;Devido à incerteza relacionada à pandemia da covid-19, as estimativas financeiras e de entregas da empresa para 2020 permanecem suspensas neste momento;, informou em nota.

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