Economia

''Não dá para prorrogar muito'', diz Bolsonaro sobre auxílio emergencial

Porém, nos bastidores, a informação é de que a equipe econômica estuda a possibilidade de prorrogar novamente o auxílio

Ingrid Soares
postado em 05/08/2020 12:55

Bolsonaro estava acompanhado do ex-campeão da categoria peso-pena do UFC, José AldoO presidente Jair Bolsonaro afirmou, na manhã desta quarta-feira (5/8), que o governo não consegue prorrogar por ;muito tempo; o pagamento do auxílio emergencial. A declaração ocorreu na saída do Palácio do Alvorada, após um apoiador agradecer ao chefe do Executivo pela medida.

;Foi graças ao senhor que não faltou comida na minha casa. Meu auxílio foi aprovado e veio em boa hora, graças ao senhor;, disse o bolsonarista. O chefe do Executivo respondeu: ;Começamos a pagar a quarta parcela e tem a quinta, não dá para continuar muito. Por mês, custa R$ 50 bilhões. A economia tem que continuar, e tem alguns governadores que teimam em manter tudo fechado;, justificou Bolsonaro.

Porém, nos bastidores, a informação é de que a equipe econômica estuda a possibilidade de prorrogar novamente o auxílio. A ideia é estender o benefício até o fim do ano, já que a pandemia do novo coronavírus ainda não dá sinais de alívio. Porém, com um valor menor que os R$ 600.

O tempo de duração previsto para o benefício era de três meses, que acabaram sendo prorrogados por mais dois. A proposta inicial de valores sugerida por Bolsonaro era de R$ 200, quantia que chegou a R$ 500 no Congresso e acrescida de mais R$ 100 pelo governo.

Microempresários

Ao ser questionado sobre a eventual prorrogação do auxílio emergencial para microempresários, o presidente repetiu os altos custos e afirmou que o assunto precisa ser tratado com o ministro da Economia, Paulo Guedes. "Não sei dizer, tem que ver com o Paulo Guedes. Nós já gastamos, o Brasil já gastou, eu não, já gastou R$ 700 bilhões com a covid", declarou.

Bolsonaro estava acompanhado do ex-campeão da categoria peso-pena do UFC, José Aldo. No último dia 2, Bolsonaro já havia criticado as medidas restritivas adotadas por prefeitos e governadores no enfrentamento ao covid-19.

Indiretamente, Bolsonaro disse que o mesmo governador que ;quebrou seu estado;, agora quer um auxílio emergencial permanente. Na opinião do presidente, a medida ;arrebentaria a economia; do país e ele repetiu que custaria R$ 50 bilhões mensais aos cofres públicos.

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