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Correio Braziliense

Grupos de pais no WhatsApp: como fugir de polêmicas e agilizar a comunicação

Grupos de pais no aplicativo de mensagens se tornaram comuns e podem ajudar a facilitar a comunicação com a escola. É preciso, no entanto, ter cuidado para evitar discussões polêmicas


postado em 27/09/2018 18:15 / atualizado em 29/09/2018 00:02

Glissiele participa de grupos da escola dos filhos no WhatsApp: comunicação ágil(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Glissiele participa de grupos da escola dos filhos no WhatsApp: comunicação ágil (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
 
Você certamente faz parte de algum grupo do WhatsApp. Seja de amigos, familiares, equipe de trabalho ou aquele para organizar uma festa surpresa para alguém especial. O objetivo é facilitar a comunicação no dia a dia. Por isso, o famoso “zap” já é realidade até no meio escolar. Não apenas entre os alunos, mas também entre os pais.
 
Os grupos são criados para divulgar notícias, programações e até debater assuntos importantes relacionados à vida escolar dos filhos. É importante, no entanto, ficar atento para não entrar em polêmicas e transformar o uso da ferramenta em dor de cabeça.
 
Para a diretora executiva da escola Me Põe na História, Andréia Mariano, os grupos de pais no WhatsApp ajudam de várias formas, como nas tarefas de casa. “Às vezes, não chega anotação nas agendas das crianças e o pais tiram dúvidas com os outros. Eles utilizam as redes sociais como uma fonte de informação. É uma comunidade onde eles podem trocar experiências também”, diz.
 
Andréia Mariano ressalta, por outro lado, que a exposição de problemas específicos de cada estudante deve ser evitada. “Às vezes, um filho passa por um problema particular, o pai repassa no grupo e os demais alimentam em seus filhos aquilo que vem de outro. O ideal é conversar diretamente na administração da escola.”
 
A especialista em marketing digital Danuta Ferreira ressalta que o WhatsApp é uma ferramenta criada para facilitar e agilizar a comunicação entre as pessoas e deve ter a mesma função no ensino. “No meio escolar, é uma ferramenta que pode ajudar muito na comunicação, tanto entre pais e alunos quanto entre os pais e as instituições”, afirma, e reforça: “É um ambiente para tirar dúvidas de forma rápida”.

Bom senso


Entre os pais, as experiências com os grupos de mensagem são as mais diversas e mostram a importância de se ter bom senso nessa interação. A operadora de telemarketing Glissiele Alves, 40, mãe de Isabela, 4 anos, e Gustavo, 8, e Rafaella Casanova, 14, participa do grupo de pais da escola dos dois filhos mais novos.
 
Para ela, o espaço facilita a comunicação com a instituição de ensino. “Os pais têm me ajudado bastante e minha experiência é boa. O fato de termos um ambiente virtual que funciona não me afasta de acompanhar meus filhos na vida escolar, me deixa ainda mais próxima”, garante.
 
Já a empresária Verônica Maria, 36, não gostou da experiência com o grupo de pais da escola do filho Hugo Henrique, 6, que inclusive foi desfeito em pouco tempo. “O problema é que o grupo foi criado para notícias da escola, como reuniões e outros fins. Mas algumas pessoas postavam fotos de viagens, almoço em família e várias outras coisas. Então as demais pessoas foram saindo”, relata.
 
Quando o assunto é o problema que algum estudante enfrentou na escola, a troca de mensagens pode virar uma discussão complicada. A servidora pública Roberta Ribeiro, 38, mãe de Nina Ribeiro, 3, lembra que alguns questionamentos de pais geraram polêmica no grupo. “Uma vez no grupo passamos por certo desconforto com uma das mães, mas logo os ânimos se acalmaram e tudo ficou bem. No geral, não há muita polêmica ou problema. É um espaço prático e informativo”, ressalta.

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