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Correio Braziliense

Eletrônica e robótica contribuem para a proposição de soluções criativas

Confira cinco perguntas para fazer na hora de analisar o uso da tecnologia na escola do seu filho


postado em 27/09/2018 19:30 / atualizado em 29/09/2018 19:39

Para Sérgio Freitas, 16 anos, o incentivo a conhecer mais sobre tecnologia vem principalmente do pai(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Para Sérgio Freitas, 16 anos, o incentivo a conhecer mais sobre tecnologia vem principalmente do pai (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

 
Como forma de instigar os alunos a buscar soluções para situações-problema e de levar a tecnologia para o ambiente escolar, o professor de física Paulo Ferrari elaborou um projeto baseado em uma metodologia desenvolvida no Massachusetts Institute of Technology (MIT). 
 
Por meio da iniciativa, alunos do 6º ano do ensino fundamental até o 2º ano do ensino médio do colégio Sigma estudam disciplinas como eletrônica e robótica com o objetivo de propor soluções criativas para um problema previamente apresentado. 
 
Trata-se de um projeto-piloto que conta com 60 integrantes, divididos em três turmas. “A tecnologia faz parte do cotidiano. Os professores simulam experimentos, usam aplicativos para a construção de gráficos, apresentam registros de peças históricas. As atividades sempre envolvem o ensino de conteúdos dentro de um contexto mais próximo da realidade dos alunos”, detalha Paulo. 
 
Ele também afirma que o desafio é duplo no cenário atual: o primeiro deles está na busca por formas de apresentar as informações de modo atrativo; o segundo, na necessidade de suprir a necessidade de interconexão dos estudantes.
 
“O professor nessa nova era precisa apresentar formas de aplicar os conhecimentos. Há 10 ou 15 anos, bastava uma aula expositiva bem organizada para aprendermos. Hoje, os alunos estão acostumados com conteúdos de alta qualidade audiovisual e você precisa usar esses recursos para prender a atenção deles”, explica.

Estímulo 


Para quem teve acesso desde cedo a aulas mais elaboradas, o investimento constante no ensino faz diferença. Acostumado a trabalhar em projetos voltados a tecnologia na escola, o estudante do 3º ano do ensino médio Sérgio Freitas, 16 anos, enxerga a importância da oferta de conteúdos inovadores na educação básica.
 
“Trata-se de algo importante hoje. Muitas vezes, não imaginamos como isso facilita o alcance a informações às quais não teríamos acesso antes. De um modo geral, a tecnologia pode trazer muitos benefícios”, comenta o estudante. 
 
Sérgio chegou a participar de olimpíadas de robótica por conta própria, além de atividades escolares voltadas ao estudo de áreas como engenharia e tecnologia da informação. 
 
O adolescente conta que o incentivo vem, principalmente, do pai. “O interesse veio pelo fato de que, hoje em dia, qualquer coisa que façamos ou para onde quer que olhemos há tecnologia por trás. Meu interesse surgiu para saber como tudo funciona”, completa.

Iniciativas do poder público


Os desafios de lidar com a tecnologia não recaem apenas sobre quem estuda ou leciona. Em novembro, o Ministério da Educação (MEC) lançou o Programa de Inovação Educação Conectada. O documento que explica a iniciativa, criada em parceria com instituições governamentais e não governamentais, destaca que o país não estabelecia políticas nacionais nesse setor havia mais de 20 anos e que o objetivo do projeto é garantir a todos os estados e municípios condições de implementar ações de inovação e uso de tecnologia nas escolas. Já em outubro de 2015, o MEC criou o portal Recursos Educacionais Digitais, com o objetivo de propor aos professores formas diferentes de oferecer o conteúdo na sala de aula.

Prepare-se

Confira cinco perguntas para fazer na hora de analisar o uso da tecnologia na escola do seu filho

Como os recursos tecnológicos são incorporados em sala de aula?
Esses artifícios precisam ser aplicados de modo a complementar a forma como o conteúdo é apresentado aos estudantes e não podem funcionar como recurso único na construção do processo de aprendizagem.

Qual é a função pedagógica dessas tecnologias no ensino?
Ela precisa ser focada na construção de conhecimentos e as escolas devem informar quais são esses materiais e com que frequência são usados durante as aulas para atingir esse objetivo.

Elas são usadas como recurso de apoio ao ensino ou têm papel de mais destaque na formação?
Especialistas recomendam que as tecnologias funcionem como ferramentas secundárias (metacognitivas) no aprendizado. Os recursos não podem ser o centro da educação da criança nem substituir o contato interpessoal.

Quais competências a escola se dispõe a desenvolver com os estudantes por meio do uso da tecnologia?
Se a criança está muito apegada ao tecnológico, ela deixa de trabalhar habilidades fundamentais para o desenvolvimento intelectual no futuro. É importante que as disciplinas que dispensem o uso de tecnologia estimulem áreas como a atenção e a construção da autoimagem e da autoestima das crianças e dos adolescentes.


Há debates no ambiente escolar sobre presença digital responsável e a consequência do que se posta nas mídias sociais?
É importante que as instituições de ensino promovam eventos com a comunidade escolar – educadores, responsáveis e alunos – com o intuito de apresentar formas adequadas de usufruir dos recursos tecnológicos, além de debater os possíveis riscos da internet.

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