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Correio Braziliense

Mãos femininas que constroem a capital

Confira histórias de mulheres incríveis que vencem diariamente o preconceito


postado em 21/04/2019 06:00 / atualizado em 18/04/2019 18:42

Tudo se constrói em conjunto. A criança cresce no ventre, em simbiose com uma mãe, que também renasce na hora do parto. O edifício é erguido pelo esforço de vários trabalhadores. Mesmo quando uma só pessoa cria, são dois braços que se unem em sintonia de movimentos. Até um poema se escreve com versos fluindo de mãos dadas.

Os 59 anos de Brasília carregam na essência a união de muitos para concretizar planos e tornar sonhos possíveis. E, nessa trajetória, várias mulheres trouxeram e despertaram em si o que tinham de melhor. Apresentaram-se nos palcos de salas de aula, nos canteiros de obra, nos hospitais. Garantiram direitos e contribuíram com a formulação de políticas públicas, entraram para os tribunais e foram às ruas garantir a segurança pública.

Ninguém consegue construir nada sozinho. E elas sabem bem disso. Fazem das próprias trajetórias incentivo para que outras possam trilhar os próprios caminhos. Compartilham afeto, sentimento, conhecimento, sabedoria. Abrem um abraço sincero ou exibem o pulso firme. Criam referências e pavimentam vias para as próximas gerações.

Para elas, não há dificuldade que não possa ser superada. Existe um horizonte repleto de possibilidades. Direcionam o olhar para esse infinito todinho em branco, pronto para ser preenchido pelas descobertas de laboratório, pelo conhecimento que vem da construção coletiva nas ruas, nas telas do cinema, nos escritórios ou na cozinha.  

As mulheres de Brasília sempre estiveram prontas, inclusive, para o reconhecimento que demora, os desafios de encarar padrões consolidados e o peso de carregar um mundo de dúvidas e incompreensões nas costas. Barreiras transpostas diariamente por pioneiras e hoje enfrentadas com a firmeza da juventude nos mais diversos segmentos.

O especial de aniversário da cidade, este ano, é delas e para elas. Mulheres incríveis que alçam o nome da capital à escala global. Porque geraram filhos e frutos que florescem como ipês. Porque ensinaram, lutaram, trabalharam de sol a sol e venceram preconceitos. Porque Brasília é substantivo feminino.

(foto: Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press)
(foto: Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press)
“Brasília me deu meus dois filhos, minha família, meu trabalho. É a minha vida, mas eu também sou parte importante dela. Retribuo minha gratidão varrendo tudo de ruim para longe. Aí só sobra coisa boa”
Maria Aparecida Santos, 59 anos, serviços gerais

“Vim para cá do Maranhão na cara e na coragem para dar um futuro melhor para meu filho e conquistar o meu espaço. Escolhi Brasília para construir a minha vida e vou agarrando as oportunidades que ela me dá” 
Kevianny Antonia da Silva, 19 anos, estudante 
(foto: Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press)
(foto: Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press)

(foto: Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press)
(foto: Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press)
“Tudo que conquistei na minha vida devo a essa cidade. Comecei vendendo churros para pagar minha faculdade de direito. Hoje, estou formada, abri minha própria loja e sonho em ser promotora. Brasília é a oportunidade para muitas Odetes, Marias, Joaquinas... guerreiras”
Maria Odete Silva, 49, vendedora 

“Brasília é o encontro de muitas lutas. De muitas mulheres negras empoderadas que buscam seu próprio espaço. De gente que corre atrás, cai, mas não desiste nunca. Brasília é minha raiz, é mistura do Brasil, é centro do poder, é símbolo de resistência”
(foto: Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press)
(foto: Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press)
Viviane da Cruz, 35, garçonete

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