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Comidas que envolvem superstições do ano-novo são servidas no Marzuk

Lentilha, carneiro, leitão e peixe são opções para a festa de fim de ano. Apesar da tradição, chef de restaurante árabe descarta o misticismo

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postado em 31/12/2013 07:30 / atualizado em 30/12/2013 19:16

Antonio Cunha/Esp. CB/D.A Press

 

Há quem acredite que a lentilha deve ser o primeiro prato a consumir após a virada de ano. O grão, que tem fama de atrair riqueza, está presente o ano inteiro no cardápio do Marzuk Empório Árabe. Mas, segundo o chef Isaac Elias Júnior, isso nada tem a ver com superstição. “Não há esse misticismo nos países árabes. Eles não admitem esse tipo de crença”, alega. O arroz tem um preparo simples: leva apenas azeite, sal, lentilhas e cebolas fritas e carameladas, que dão a cor escurecida da iguaria. O segredo é o acréscimo de snoubar ou pinoli, uma noz com um sabor semelhante ao das castanhas. O arroz com lentilhas custa R$ 46 o quilo e pode ser escoltado por uma coalhada fresca (R$ 47,90 o quilo). Já no Lagash, Fátima Hamu prepara uma reconfortante sopa de lentilhas. O prato não faz parte do cardápio, mas a chef-proprietária abre uma exceção para quem requisita a saborosa sopa (R$ 60 o quilo), principalmente em dezembro. “As encomendas dos pratos com lentilha mais que dobram nessa época do ano”, calcula Fátima. O arroz com lentilhas do Lagash também é vendido no quilo, a R$ 60.

Outro costume gastronômico relacionado ao ano-novo proíbe que carnes de animais que andam ou ciscam para trás (a exemplo do peru, a galinha e o caranguejo) façam parte do menu. A crendice dita que, ao consumi-los, o restante do ano será de retrocesso. As melhores opções seriam carneiro, cordeiro, leitão e peixes. Mais uma vez, a tradição se inclina naturalmente para quitutes e pratos árabes.

Um exemplo é a cafta de carneiro (R$ 6,90) servida no Marzuk. O quitute leva a carne do animal sovada e temperada com pimenta síria e pimenta-do-reino, hortelã e salsinha. No Lagash, utiliza-se o cordeiro, mais especificamente o pernil. Ele é servido com molho de romã e decorado com tâmaras, peras secas, frutas e castanhas. O pequeno custa R$ 290, e o grande, R$ 360.

Antonio Cunha/Esp. CB/D.A Press

Tanto as receitas do Marzuk quanto as do Lagash têm séculos de tradição. São como uma herança de valor incalculável. O restaurante foi idealizado durante um almoço de uma família de origem libanesa e síria. Isaac Elias, Juhan, Paulo e Lícia Cury tocam o empreendimento, inaugurado há quatro anos. “As carnes mais consumidas na nossa cultura são as de carneiro e cordeiro”, afirma Isaac Elias. Alguns pratos árabes do Marzuk — a exemplo da esfirra, a R$ 4,90 — já foram incorporados ao paladar brasileiro. O Lagash, por sua vez, foi idealizado pelos pais de Fátima Hamu, Alberto e Lenita. Foi com eles que a chef aprendeu a máxima da culinária árabe: não basta preparar pratos saborosos, é preciso dominar a arte de receber bem. 

 

Confira a receita de cafta de carneiro

Ingredientes 1kg de carne de carneiro limpa e moída 1/2 xícara (chá) de hortelã 1/2 xícara (chá) de salsinha Pimenta síria a gosto Sal a gosto Pimenta-do-reino a gosto Modo de preparo Adicione os temperos e sove bem a carne até dar liga. Molde a mistura em formato de cafta. Frite em óleo quente, grelhe ou leve ao forno por 40 minutos, virando na metade do tempo, em uma assadeira untada com azeite, em forno pré-aquecido a 180º C. Dica do chef: Para colocar no palito e grelhar como churrasco, sove a carne por mais tempo

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