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Educação financeira é fundamental para começar o ano livre de dívidas

Planeje o orçamento familiar, priorize o pagamento de contas e evite compras desnecessárias

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postado em 01/01/2014 16:42 / atualizado em 01/01/2014 21:26

Caio Gomez/CB/ D.A Press
 

 

As simpatias feitas com o objetivo de atrair paz, amor, mais dinheiro e sucesso são comuns, principalmente no fim do ano. Mas, para quem quer se livrar das dívidas e começar 2014 de bem com o bolso o caminho é só um: educação financeira. Não tem mistério e nem supertisção, o jeito é calcular o orçamento, colocar todas as dívidas no papel e fazer um planejamento. 

O economista Beto Veiga, especialista em finanças pessoais e autor dos livros "Tranquilidade Financeira" e "O que as mulheres querem saber sobre finanças pessoais" aconselha as pessoas a priorizarem o 13º e outras rendas extras para pagar todas as dívidas. O segundo passo seria calcular as despesas já previstas para o próximo ano - como IPVA, IPTU, mensalidade escolar, e adiantar o pagamento. "Se sobrar dinheiro após a quitação das dívidas, pague com antecedências aqueles gastos que você já sabe que terá. Pode ser até melhor que uma aplicação financeira, já que muitas vezes é possível conseguir um bom desconto", explica. 

Ao longo do ano, manter a vida financeira organizada é o principal desafio. O segredo para conseguir alcançar a estabilidade nesse setor é calcular todos os meses quanto é possível gastar, o que é necessário comprar agora, o que pode esperar e, além disso, reservar parte do dinheiro para eventuais emergências, aconselha o economista. "Não é possível fazer um cáculo exato de qual a porcentagem do orçamento familiar pode ser gasta. Cada família tem suas características e necessidades específicas, então é preciso que cada um faça essa avaliação de forma consciente". Beto Veiga reforça a importância de gastar dentro do limite. "A principal dica é gastar menos do que ganha. Se você gastar mais, a conta não vai fechar e nunca vai conseguir resolver o problema do endividamento".

Enquanto os débitos existirem, evite contrair novas dívidas, alerta Beto Veiga. Parcelar as compras na tentativa de reduzir o impacto dos gastos no orçamento não é a melhor saída.  "Esses meios distanciam a dor do prazer. Quando você adquire algo e tem que desembolsar um dinheiro, você tem o prazer e a dor imeadiata. Mas quando você passa o cartão de crédito, afasta a faseda do. Então, se não há controle, isso só vai piorar a condição financeira", explica. 

Para evitar esse tipo de situação, a estudante Ana Luisa Teixeira, 26, prefere fazer compras à vista e sempre depois de pesquisar a melhor oferta. "Os preços têm aumentado bastante, então eu faço um levantamento antes e evito gastar. É melhor não ter dívida e ficar bem financeiramente, ter dinheiro para fazer uma viagem e outras coisas que eu quiser", conta. O estudante de jornalismo Felipe Sales, 20, até cancelou o cartão de crédito para economizar e evitar a tentação das compras a prazo. "Eu economizei três meses para comprar os presentes de Natal, só comprei o que estava na promoção e sempre à vista. Quero gastar o menos possível, pois tenho pretensão de casar", diz.

 

Larissa Mantovan

 

Nas compras feitas com cartão de crédito o consumidor deve ter ainda a preocupação com os juros que podem incidir sobre as fatura do cartão de crédito e sobre o cheque especial que são as formas de pagamento com a maior taxa do mercado, alerta o advogado Walter Moura,vice-presidente do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon). "Os consumidores têm que racionalizar as compras, avaliar a taxa de juros - em caso de empréstimo, crediário, compra com cartão de crédito ou uso do cheque especial". 

Cuidado também com as promoções anunciadas. Além de verificar se realmente o desconto é válido e compensa adquirir determinado produto na qeule momento é necessário ter cuidado ao passar o item no caixa, aconselha o vice-presidente do Brasilcon. "O consumidor deve conferir o preço da etiqueta com o que é cobrado. Ele pode ver uma camisa com um preço, no caixa ser outro e ele sempre vai ter direito ao valor mais baixo", explica.

 

 

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