Corpo de Bombeiros começa vistorias em locais que terão festas de carnaval

A corporação também se organiza para fazer visitas surpresas nos principais pontos de festa, como os clubes sociais

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postado em 06/02/2013 07:37 / atualizado em 06/02/2013 10:16

Ressaltada pela tragédia na casa noturna de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, a questão da segurança contra incêndio ganha agora destaque com a proximidade do carnaval. Para garantir o bem-estar dos foliões, os bombeiros começaram nesta semana um pente-fino nos clubes e nas áreas onde haverá grande concentração de público durante os quatro dias de festa. Segundo a corporação militar, duplas de fiscais realizarão ainda visitas surpresas nos eventos a fim de checar o cumprimento de todas as normas.



Elio Rizzo/Esp.CB/D.A.Press

O supervisor de vistorias do Corpo de Bombeiros, major Pablo Xavier, explica que até mesmo locais abertos, como o estacionamento do Estádio Mané Garrincha, serão analisados. Constatada alguma irregularidade, os organizadores dos bailes terão cinco dias para corrigir as falhas — caso contrário, os espaços acabarão interditados, ainda que tenham alvará para funcionar. “Começamos o trabalho com antecedência para todo mundo ter tempo de se adaptar”, conta o militar.

Nos locais abertos, a preocupação é com relação às instalações elétricas e à montagem de estruturas temporárias, como palcos e camarotes. Os ambientes que forem cercados exigem ainda atenção com saídas e sinalização de emergência. Já nos espaços fechados, iluminação, equipamentos antichamas e profissionais qualificados são os principais requisitos exigidos.

Em ambientes como os clubes usados para bailes de carnaval, a norma requer a instalação de um extintor a cada 20 metros; lâmpadas de emergência a cada 10 metros no decorrer da rota de fuga; placas de sinalização indicando saídas e obstáculos na passagem, de 15 em 15 metros; e a abertura de pelo menos duas saídas, sendo o acesso de emergência proporcional ao número de frequentadores do local. Além disso, para comemorações com mais de 200 pessoas, é obrigatória a contratação de uma brigada com ao menos três profissionais (leia ilustração).



O organizador de uma das festas do carnaval brasiliense, o produtor de eventos Lauber Amorim, garante estar atento a todas as exigências de segurança. Para o baile que ele promoverá, na terça-feira, no Clube de Engenharia de Brasília, com expectativa de público de 600 pessoas, Amorim contratou seis brigadistas, mais do que a regra dos bombeiros exige. “A tragédia de Santa Maria serviu como alerta, mas sempre trabalhamos dentro dos padrões”, comenta.

O produtor afirma, porém, que não solicitou a vistoria dos bombeiros para promover a festa. De acordo com Lauber, como o clube reservado já possui um alvará permanente que prevê a organização de eventos, não seria necessária uma nova visita dos militares. O major Pablo Xavier contesta. “Se a própria casa utiliza o salão para alguma comemoração, não tem necessidade de comunicar os bombeiros. Mas, se o serviço é terceirizado, se a responsabilidade pela festa é de outra empresa, é preciso retirar um alvará específico e solicitar o aval da corporação”, esclarece. “Agora, independentemente dessa questão de licença, todos os clubes serão vistoriados até o fim da semana”, completa o major.

Recomendações

No caso da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), uma equipe dos bombeiros vistoriou o espaço na semana passada, devido a dois eventos marcados para o último fim de semana. De acordo com Wander Wilson Marques, administrador do clube que receberá 2 mil pessoas no domingo, todas as mudanças exigidas pelos bombeiros foram executadas no dia seguinte. “Na quarta, eles pediram para mudar a sinalização e a iluminação de emergência. Na sexta-feira, voltaram e aprovaram tudo”, comenta. Por recomendação dos militares, o clube instalou lâmpadas ao longo da rota de fuga e colocou placas nas saídas e nas escadas.

O mesmo aconteceu na Ascade, no Setor de Clubes Sul. Por conta de uma festa programada para a última sexta-feira, o Corpo de Bombeiros analisou as condições de segurança do espaço na semana passada. O grupo de fiscais também solicitou adaptações na área. “Eles pediram que a gente colocasse mais cinco extintores na parte externa, no gramado. Mas aprovaram o restante”, diz o diretor social do espaço, Luiz Cláudio Horta, que revela ter antecipado a manutenção em todo o sistema de incêndio do clube devido ao ocorrido na boate Kiss. “O trabalho deveria acontecer em março, mas acho que, como todo mundo, fizemos logo agora em virtude da tragédia”, lembra.

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Paulo
Paulo - 06 de Fevereiro às 10:25
é o o mundo só tem algum meses, o Brasil tem menos ainda e o acidente de santa maria tem poucos dias por isso que so ta acontecendo isso esse ano parabéns bombeiros pela iniciative pioneira no mundo afinal esse acidente dessse tipo nunca aconteceu no mundo.
 
Antonio
Antonio - 06 de Fevereiro às 09:50
É BOM LEMBRAR Q AOS FISCAIS É DADO A "FÉ PUBLICA"! SE FIZER VI$TA$ GRO$$A$. ELE É O RESPONSÁVEL CIVIL! EMBORA O ESTADO PAGUE AS IDENIZAÇÕES...